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Educação

Impulsam jornada de literatura e arte para promover a proteção da infância

Projeto Anita Mandarina realiza encontro em Capiatá com foco na livre expressão de crianças e adolescentes

31/10/2026 11:15 3 min lectura 48 visualizações

Nesta segunda-feira, 2 de novembro, uma escola de Capiatá será sede de um encontro de literatura, arte e jogo impulsado pelo projeto Anita Mandarina. A iniciativa busca fomentar a livre expressão de crianças e adolescentes, assim como gerar um espaço de reflexão sobre os direitos e a proteção da infância.

Uma história pode começar em um livro, se transformar em um desenho e terminar em uma conversa capaz de despertar perguntas sobre a realidade que vivem outras crianças. Essa é a aposta de Anita Mandarina – Ler, Contar, Criar, uma proposta educativa, criativa e cultural criada pela professora Sandra Da Silva que busca unir leitura, criatividade e consciência sobre a vulnerabilidade infantil.

A primeira jornada será realizada no Instituto Privado Nuevo Horizonte, da cidade de Capiatá. De 7h00 a 11h00, estudantes dos níveis Inicial, Escolar Básico e Médio, professores e membros da comunidade educativa participarão de uma experiência que propõe ir além da leitura tradicional.

A organização estima reunir entre 200 e 250 pessoas. "Ler para imaginar. Contar para nos expressarmos. Criar para fazer nossa a história" é o lema que orienta essa iniciativa, criada por Da Silva. A atividade combinará literatura, ilustração, artes plásticas, expressão corporal, recursos audiovisuais, jogos, escrita criativa e novas tecnologias, com o propósito de oferecer distintas formas de interpretar uma história e transformá-la em uma produção própria.

Inspirado no caso de Felicita Estigarribia

Anita Mandarina nasceu vinculada ao curta-metragem paraguaio Com cheiro de mexerica, inspirado no caso de Felicita Estigarribia, a menina de 11 anos que faleceu após ser vítima de violência sexual.

A partir do projeto audiovisual, Anita Mandarina se estendeu a um conto infantil, materiais para colorir, recursos didáticos, objetos lúdicos, um curta-metragem animado e um caderno interativo, entre outros materiais e experiências educativas.

"Não quero que Anita Mandarina seja apenas um personagem que eles recebem. Quero que funcione como uma porta para que possam observar sua realidade, conversar, imaginar alternativas e produzir algo próprio", disse sua criadora.

A intenção é que os participantes não sejam receptores passivos de um relato, mas que tenham oportunidades para se expressar, formular perguntas e construir suas próprias interpretações. Essa abordagem também coloca um desafio: a consciência sobre a vulnerabilidade infantil não se esgota em uma atividade pontual, mas requer continuidade, acompanhamento adulto e ferramentas adequadas para abordar esses temas com sensibilidade e responsabilidade.

A jornada será organizada em cinco etapas: descobrir; ler, ver e ouvir; conversar e contar; criar e compartilhar. A metodologia permitirá aproximar-se de uma mesma história mediante distintas linguagens, desde a leitura e a conversa até a expressão artística e corporal.

"Uma mesma história pode, por exemplo, começar em um conto, continuar em uma ilustração, se transformar em movimento corporal e terminar em uma produção escrita ou visual. Isso é o que faz com que a experiência seja multimodal: nem todas as crianças precisam entrar na leitura pela mesma porta", afirma.

Cerca de dez mediadores de distintas disciplinas acompanharão as atividades. A iniciativa conta com fundos para o Fomento da Leitura e do Livro 2026: Promoção da leitura, escrita e oralidade.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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