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Implementação plena do acordo Mercosul-UE "pode levar anos" no Uruguai, segundo especialista

29/06/2026 01:45 3 min lectura 10 visualizações
Implementación plena del acuerdo Mercosur-UE "puede llevar años" en Uruguay, según experto

A entrada em vigor do acordo entre a União Europeia e o Mercosul de forma provisória no dia 1º de maio já causou efeitos em algumas exportações uruguaias: o setor pesqueiro e o arrozeiro, por exemplo, colocaram produtos com tarifa zero.

Para além disso, os benefícios por enquanto se limitam a alguns poucos que já negociavam com a Europa, conforme advertiu o especialista em diálogo com a Agência EFE.

"Já há um benefício visível em alguns produtos que já tinham sua exportação consolidada para a UE e que se beneficiam pelo aumento de cotas e pela redução de tarifas, mas isso não representa o conjunto das exportações do Uruguai", explicou.

Nesse sentido, baseando-se em um relatório realizado pelo Instituto de Negócios Internacionais da Universidade Católica, no ano 2025 apenas quinze empresas representaram 60% do que a UE importou do Uruguai.

"O grande desafio é ver como amplias a base de exportação, porque hoje está realmente muito concentrado o comércio", afirmou Bartesaghi.

No mês de maio, as exportações de bens desde o Uruguai caíram 3% em relação ao mesmo mês de 2025 e totalizaram 1.142 milhões de dólares. A carne bovina, a celulose e a soja representaram mais de 50% das vendas ao exterior.

A China se manteve como principal destino, enquanto a UE ocupou o segundo lugar com 172 milhões de dólares, equivalentes a 16% do total exportado pelo país sul-americano.

No próximo 30 de junho, o Uruguai assumirá a presidência pro tempore do Mercosul e, na avaliação de Bartesaghi, o Uruguai deveria exigir que o bloco chegue a um acordo para a distribuição das cotas de exportação entre os países que o integram.

"É lamentável que não possamos chegar a um acordo e que tenhamos que estar nesta lógica de 'primeiro a chegar, primeiro a ser atendido' e competir entre os sócios", ressaltou o especialista, lamentando que os membros do bloco sul-americano tenham caído no erro de "comemorar" quando ganham do vizinho.

Por outro lado, Bartesaghi espera que o Uruguai volte a insistir no diálogo com a China e que também defenda a flexibilização do bloco, enquanto o país sul-americano avança em sua adesão ao Tratado Integral e Progressista de Associação Transpacífico (CPTPP).

"O Uruguai tem que ser muito cauteloso em reconhecer tudo de bom que o Mercosul fez com a União Europeia e tudo de bom que está se gerando com as outras negociações, mas sem perder de vista que precisamos de qualquer forma em alguns mercados da flexibilização", concluiu.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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