Impacto da macroeconomia em micro e pequenas empresas será visualizado a médio prazo
No marco do Dia Internacional das Micro e Pequenas Empresas, Luis Tavella, presidente da Federação de Micro, Pequenas e Medianas Empresas (Fedemipymes), apontou que o setor ainda não percebe uma transferência do desempenho macroeconômico para o consumo interno. Esta situação mantém uma dinâmica mais lenta na microeconomia, razão pela qual demandará tempo para impactar de maneira concreta na atividade cotidiana do ramo.
Nesse contexto, indicou que atualmente está sendo impulsionada uma estratégia de atração de investimentos, embora tenha advertido que este tipo de medidas também não gera efeitos imediatos sobre o movimento econômico. Sustentou que, no caso das micro e pequenas empresas, o trabalho realizado durante os últimos quatro anos esteve orientado principalmente a conferir visibilidade ao setor e avançar em ferramentas normativas que permitam melhorar suas condições de desenvolvimento.
"Este é um setor muito importante para a economia e hoje com o Ministério da Indústria e Comércio temos o mesmo sentimento de potencializar o setor, de potencializar o consumo e a qualidade do emprego. Para isso temos muitas coisas a melhorar como a formalização e a digitalização, já que ali temos uma lacuna muito grande na qual vamos começar a trabalhar", expressou.
Tavella sustentou que atualmente estão sendo lançadas as bases para uma melhoria da competitividade e produtividade do setor, mas esclareceu que os resultados econômicos não serão observados de forma imediata. Os avanços poderiam ser vistos em casos pontuais no curto prazo, mas o verdadeiro impacto chegará no médio prazo mediante um trabalho conjunto entre o setor público, os sindicatos e as distintas instituições.
Avanços e articulação
Entre os avanços mencionados, Tavella destacou a reserva de 20% do mercado para as micro e pequenas empresas, medida que já faz parte do marco legal, embora ainda reste regulamentar o capítulo específico correspondente ao setor. Igualmente, ressaltou as modificações introduzidas na Lei de Micro e Pequenas Empresas, que incorporam benefícios especialmente dirigidos às microempresas, segmento onde se concentra grande parte dos problemas vinculados à informalidade.
Indicou que será necessário continuar o trabalho de articulação e socialização para que exista uma melhor compreensão das dificuldades que enfrentam as empresas menores em matéria de formalização, acesso ao crédito, acesso a mercados e digitalização.
Um dos desafios aponta a diferenciar a realidade das microempresas em relação às pequenas e médias. Uma das principais mensagens que buscam transmitir é que a formalização pode se converter em uma oportunidade de crescimento.
O titular do sindicato afirmou que operar formalmente facilita o acesso ao financiamento, melhora as possibilidades de ingressar em mercados mais exigentes, permite alcançar melhores preços e fortalece as capacidades para continuar investindo e expandindo os negócios.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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