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Paraguai

Idosos indígenas do Chaco enfrentam desafios para acessar pensões

14/05/2026 05:45 3 min lectura 9 visualizações
Adultos mayores indígenas del Chaco enfrentan desafíos para acceder a pensiones

Desafios no acesso a pensões

A organização Tierraviva, em articulação com a Coordenadora de Líderes Indígenas do Baixo Chaco (CLIBCh), realiza um monitoramento de casos em distintas comunidades da região ocidental. De acordo com o levantamento, ao menos 10 pessoas adultas maiores tentaram cobrar seus benefícios sem sucesso devido a obstáculos administrativos e geográficos que acabam as excluindo do sistema.

Barreiras geográficas e de transporte

Um dos problemas mais significativos é a distância entre as comunidades e os pontos habilitados para o saque. Em grande parte do Chaco, os caixas eletrônicos e agências bancárias encontram-se a dezenas de quilômetros das comunidades indígenas, o que obriga os adultos maiores a empreenderem longas viagens em condições precárias sem garantia de conseguir retirar o dinheiro.

A esta situação soma-se a escassa disponibilidade de transporte e as dificuldades próprias do território chaqueño, onde estradas em mau estado e longas distâncias dificultam ainda mais o acesso. Para muitas famílias, o custo do deslocamento representa uma barreira intransponível.

Critérios administrativos e bloqueios

Desde Tierraviva advertem sobre a aplicação de critérios administrativos que desconhecem essa realidade. Segundo referem vários beneficiários, foram bloqueados automaticamente do sistema por "falta de movimento bancário", apesar de que a inatividade se devia à impossibilidade de chegar até os pontos de saque.

"Essas medidas terminam punindo a quem já vive em condições de vulnerabilidade", apontam desde a organização, que acompanha os reclamos das comunidades afetadas e busca instalar uma mesa de trabalho com as instituições responsáveis para revisar os mecanismos de acesso.

Ausência de pagamentos retroativos

Outro dos reclamos aponta para a falta de reconhecimento de pagamentos retroativos nos casos de pessoas que conseguiram se reincorporar ao programa após terem sido bloqueadas. Os montantes correspondentes aos meses não cobrados não são restituídos, gerando uma perda econômica importante para famílias que dependem desses ingressos para subsistir.

Necessidade de um enfoque intercultural

Para as organizações indígenas e de direitos humanos, o problema reflete a ausência de um enfoque intercultural no desenho das políticas públicas. Consideram que o sistema atual foi pensado a partir de uma lógica urbana e centralizada, sem levar em conta as particularidades das comunidades indígenas do Chaco.

As comunidades exigem respostas urgentes do Estado paraguaio e a adequação dos mecanismos de acesso a direitos sociais básicos. Sustentam que garantir o acesso efetivo à pensão para adultos maiores não apenas significa assegurar um ingresso econômico, mas também reconhecer a dignidade e os direitos dos povos indígenas em igualdade de condições.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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