Horacio Cartes chama atenção de Santiago Peña sobre crise na Saúde
Líder da ANR faz apelo ao presidente durante discurso de aniversário do partido
O titular da ANR, Horacio Cartes, abriu espaço em seu discurso pelos 139 anos do hegemônico partido para se referir à situação sanitária do país.
"Estimado presidente, também menciono que é meu dever reiterar-lhe uma das principais preocupações que nosso povo transmite: a situação da saúde pública", introduziu ao se dirigir a Santiago Peña.
"O Partido Colorado tem uma responsabilidade histórica com nossa gente: ouvir, compreender suas necessidades e dar respostas concretas. Com isso, exorto respeitosamente ao presidente da República a que coloque a saúde pública entre as prioridades centrais de sua gestão", prosseguiu.
"Reconhecemos o esforço do Governo e as restrições que enfrenta, mas a saúde não pode esperar. É um direito essencial e um dever irrenunciável do Estado. Nenhum paraguaio deve ficar sem atendimento por falta de um médico, medicamento ou um recurso necessário quando está em jogo a saúde de nossa gente. Não há margem para postergar", sentenciou.
As palavras de Cartes ocorrem no contexto de uma crise sanitária que se agravou com uma greve de médicos que durou cinco dias em diversos pontos do país, mas com maior concentração em Assunção.
Durante a semana de mobilizações, o chefe de Estado em nenhum momento se aproximou dos profissionais da saúde, nem nas proximidades da Conmebol nem na zona do Rally do Paraguai, em Itapúa, para onde os profissionais deslocaram seus protestos.
Ambas as zonas foram cercadas por uniformizados da Polícia Nacional, enquanto que em Ciudad del Este os médicos foram afugentados com balas de borracha.
Os trabalhadores de branco saíram às ruas cansados da precarização laboral pela falta de insumos básicos para atender aos pacientes, reivindicações por um salário digno e o pagamento em dobro por feriado trabalhado, conforme estabelece o Código Laboral.
Em paralelo, não deixa de ser uma realidade as condições em que se encontram os hospitais públicos do território nacional.
No Hospital Regional de Ciudad del Este, por exemplo, uma sala de neonatologia teve que ser bloqueada devido à grande quantidade de pulgas.
Outra dura realidade que enfrentam as famílias paraguaias são os gastos que devem custear pela falta de insumos, como no Hospital de Trauma, onde uma família desembolsou G. 88 milhões em 60 dias.
Os médicos de uma área de Urgências improvisada do Hospital Nacional de Itauguá descreveram um "sistema arcaico que já não dá mais". Lá, como não há cicladores de oxigênio em funcionamento, eles devem fazê-lo manualmente em um paciente intubado; ou seja, os profissionais se alternam para que um paciente possa receber o atendimento necessário.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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