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Saúde

Hong Kong realiza primeiro transplante hepático de doador vivo com microcirurgia robótica

24/06/2026 11:01 3 min lectura 10 visualizações
Hong Kong logra el primer trasplante hepático de donante vivo con microcirugía robótica

O avanço global, materializado em abril no Hospital Queen Mary da cidade semiautônoma, resolveu um dos maiores desafios neste tipo de procedimento com a reconexão da artéria hepática, um vaso sanguíneo cujo diâmetro mal mede entre um e dois milímetros.

"Se este conduto se bloqueia, o novo órgão deixará de funcionar, o que pode provocar cirrose e requerer um segundo enxerto, mas nem todos os enfermos têm outra oportunidade", advertiu nesta quarta-feira em coletiva de imprensa o professor Albert Chan, diretor do centro de transplantes do referido complexo sanitário.

"Frente às práticas convencionais, dependentes da destreza do médico para controlar seu pulso sob condições adversas, a assistência automatizada subsana essa limitação com exatidão, o que reduz de forma drástica a ameaça de obstrução arterial", asseverou Chan.

Para alcançar esse nível de minuciosidade e manipular estruturas de até 0,1 milímetro, o dispositivo transforma radicalmente a dinâmica no centro cirúrgico. Em lugar de permanecer de pé adotando posturas tensas e prolongadas sobre a maca, o operador se senta em uma cadeira ergonômica, equipado com óculos 3D e frente a um monitor tridimensional de grande aumento.

Por meio de dois controles, o cirurgião dirige os braços mecânicos, encarregados de traduzir os movimentos de suas mãos em ações físicas milimetricamente precisas, enquanto um programa informático filtra qualquer vibração para garantir uma firmeza absoluta.

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"O maior obstáculo na microcirurgia são os tremores manuais, que tendem a piorar se se opera sob estresse ou fadiga", argumentou a doutora Velda Chow, professora associada do departamento cirúrgico da universidade.

A especialista detalhou que o estudo clínico, posto em marcha há um ano, tem envolvido até o momento quase meia centena de pessoas.

À margem do pioneiro reemplacemento hepático, a técnica se tem utilizado com uma taxa de sucesso de 100% em abordagens linfáticas, traumatologia e reconstruções oncológicas, preservando sempre uma circulação sanguínea impecável, segundo os especialistas.

A adoção dessa inovação tecnológica permite além disso encurtar a extensa curva de aprendizado inerente à disciplina, o qual facilita o caminho para formar novos profissionais com maior agilidade e, em consequência, aliviar as listas de espera.

Avaliado pelos ótimos resultados pós-operatórios, a equipe pesquisadora aspira agora a padronizar o emprego desses assistentes mecânicos em centros cirúrgicos dos hospitais públicos de Hong Kong, enquanto estuda já sua aplicação iminente para reparar vias biliares complexas.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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