Hidrovía: Paraguai pede à Argentina taxa conforme a carga
Durante sua visita oficial ao território argentino esta semana, o chanceler se reuniu com autoridades econômicas para debater sobre os gastos que demanda a navegação fluvial. Desde o Executivo nacional sustenta-se que a metodologia vigente resulta prejudicial e desproporcionada para o comércio exterior da região, conforme informaram meios do país vizinho.
Na mesma linha, desde o Centro de Armadores Fluviais e Marítimos do Paraguai (CAFyM) destacaram de maneira constante que a estrutura tarifária atual carece de uma contraprestação efetiva de serviços e afeta fortemente a competitividade da frota nacional.
A proposta respaldada pelos armadores e o Governo consiste em que a taxa de balizamento seja calculada tomando como parâmetro o volume real da carga transportada e não as dimensões físicas das embarcações. De acordo com as estimativas técnicas apresentadas, a modificação deste critério permitiria reduzir de maneira substancial os desembolsos anuais.
Atualmente, sob o esquema implementado pela Argentina, o setor enfrenta pagamentos que giram em torno de USD 30 milhões anuais. Com o novo formato baseado estritamente na tonelagem efetiva e no custo real de manutenção das balizas, a cifra desceria até cerca de USD 10 milhões por ano, aliviando de forma considerável a economia fluvial.
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As autoridades nacionais e os referentes do CAFyM destacaram a necessidade de alcançar um entendimento bilateral que contemple o uso eficiente e justo da via navegável, considerando que o fluxo comercial depende de um sistema logístico previsível e equilibrado para todos os países que compartilham a bacia.
O pedágio na hidrovía foi imposto de maneira unilateral pelo governo de Alberto Fernández em 2023, sob a desculpa de financiar o dragado e balizamento. Embora os países vizinhos esperassem que a administração de Javier Milei revertesse a medida, o atual mandatário a consolidou como um mecanismo de arrecadação.
As travas logísticas e os sobrecustos estão gerando um impacto direto nos portos argentinos. Empresários paraguaios, assim como também brasileiros e bolivianos que utilizam a hidrovía estão optando cada vez mais por derivar suas cargas para o modernizado porto de Montevidéu, no Uruguai, evitando assim os altos custos e a burocracia que hoje representa operar através da Argentina.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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