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Política

Greve de médicos: avanços em vários reclamos, exceto em reajuste salarial

25/08/2026 11:15 3 min lectura 11 visualizações

O viceministro de Trabalho, César Segovia, confirmou que a atual greve de médicos se estenderia até sexta-feira, 28 de agosto, descartando que adquira caráter indefinido dentro de sua legalidade. Sinalizou que houve avanços em vários reclamos do sindicato encabezado pelo Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed) durante as reuniões tripartites com representantes do Ministério da Saúde, exceto no que diz respeito ao reajuste salarial estimado em mais de 70%.

"Esta greve em particular não (pode ser indefinida), porque a comunicação ao Ministério de Trabalho e todo o expediente foi montado sobre uma apresentação realizada de uma medida de força de 24 a 28 de agosto, no marco do qual o Ministério, dentro das faculdades que tem, havia convocado a uma série de tripartites buscando aproximar as posições das partes. Infelizmente, em um dos pontos não houve muito avanço, que foi o reajuste salarial. Sim, na parte de desprecarização, que era outro dos reclamos do setor sindical médico", explicou Segovia durante uma comunicação radiofônica.

Quatro pontos em discussão

O funcionário do Ministério de Trabalho, Emprego e Seguridade Social detalhou que o sindicato médico havia apresentado inicialmente quatro pontos para a medida de força. O primeiro se referia à falta de dignificação do setor médico, concretamente quanto à desprecarização. Os médicos consideravam insuficiente a quantidade de nomeações realizadas no setor, indicando que no exercício 2026 apenas 495 médicos haviam sido desprecarizados. Dado que o universo de profissionais no Ministério da Saúde supera os 11 mil médicos e existe um percentual elevado de contratados, este constituía um reclamo central.

Avanço em nomeações

Segovia informou que durante as reuniões foi proposto que todas aquelas pessoas que participaram do concurso e ficaram como elegíveis após cumprir os requisitos mínimos, mas não foram selecionadas na primeira etapa, pudessem ser incorporadas diretamente ao quadro de nomeados. Isso representaria aproximadamente 2 mil médicos adicionais.

"Isso foi uma proposição do Ministério da Saúde, que foi bem recebida pelo setor sindical, mas eles colocavam duas preocupações a respeito. Primeiro queriam maior precisão quanto aos prazos, porque mencionavam que demorava muito a concretização dessa nomeação efetiva. E segundo, queriam uma proposta para 2027 quanto às quantidades de nomeações", indicou.

O viceministro sinalizou que a ministra de Saúde formalizou a nomeação de médicos, enfermeiras, pessoal administrativo e outros setores do sistema de saúde, independentemente de não se ter chegado a acordo em todos os pontos.

Reajuste salarial sem consenso

Respeito ao segundo ponto de discussão, o funcionário explicou que os médicos solicitavam um reajuste salarial de três milhões de guaranis por vínculo. Atualmente, os vínculos no Ministério da Saúde representam, em 95% dos casos, cinco milhões de guaranis. O sindicato propunha elevar essa cifra a oito milhões de guaranis por vínculo, o que representaria um incremento superior a 70%.

Os médicos argumentavam que essa medida respondia à perda do poder aquisitivo do salário desde 2012 até a atualidade, período no qual a proporção do salário médico respeito ao salário mínimo diminuiu de 2,8 para aproximadamente 1,7 vezes.

Neste ponto, não se alcançaram acordos significativos porque o Ministério da Saúde manifestou a impossibilidade de formular uma proposta próxima à apresentada pelo sindicato.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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