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Grandes recompensas aceleram o aprendizado, segundo estudo

22/05/2026 04:45 3 min lectura 15 visualizações
Grandes recompensas aceleran el aprendizaje, según un estudio

Um estudo com roedores dirigido por pesquisadores do Instituto Médico Howard Hughes, em Maryland (Estados Unidos) e publicado na revista Science provou que o fato de haver uma recompensa grande produz um aumento sustentado de dopamina, um neurotransmissor do cérebro que ajuda a regular o aprendizado e a motivação.

Ao produzir mais dopamina — pela excitação do grande logro a alcançar — o cérebro se concentra mais na tarefa que deve fazer, o que contribui para um aprendizado mais rápido.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão por meio de um experimento com camundongos sedientos, observando que aqueles que receberam alguns poucos goles grandes de água como recompensa por completar uma tarefa a realizaram muito mais rapidamente do que os camundongos recompensados com muitos pequenos goles.

Os animais aprenderam a tarefa em um dia após receber menos de 10 recompensas grandes, em lugar de levar muitos dias a mais ao receber milhares de pequenas compensações.

Os pesquisadores também observaram algo curioso: quando o logro a alcançar era menos ambicioso, os camundongos mostravam muita variedade na destreza para consegui-lo. Porém, se o objetivo era de maior dimensão, todos os animais aprendiam a tarefa em poucos dias.

Os pesquisadores descobriram que as recompensas grandes estimulavam três processos que faziam os animais aprender mais rápido: a atenção que prestam, quanto aprendem com cada repetição e como recordam o conhecimento adquirido de um dia para o outro.

A chave está em que as recompensas maiores produziam aumentos maiores de dopamina do que as pequenas.

Além disso, os sinais de dopamina associados às recompensas maiores duravam mais tempo. De fato, realizaram outro experimento para prolongar artificialmente os sinais de dopamina associados a recompensas pequenas e verificaram que o aprendizado também ocorria mais rapidamente nesses casos.

"Acreditamos que quando aumentamos significativamente as respostas de dopamina nestes experimentos, estamos transformando todos os 'alunos' de nossa 'sala de aula' em estudantes realmente comprometidos", afirma um dos autores, Luke Coddington, neurocientista no Instituto Médico Howard Hughes em comunicado do centro.

Os autores destacam que seu trabalho tem implicações importantes para a neurociência ao concluir que o uso de grandes recompensas reduz o tempo de treinamento e a variabilidade entre indivíduos, o que facilita o estudo do processo de aprendizado.

"Também demonstramos que os camundongos poderiam ser treinados em tarefas mais complexas do que se pensava, o que nos permitirá estudar questões sobre o aprendizado e a cognição que antes acreditávamos estar fora de nosso alcance", aponta Coddington.

"Acabaremos estudando novos aspectos da cognição que não sabíamos que podíamos estudar em um camundongo. Se conseguirmos envolvê-los adequadamente na tarefa...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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