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Educação

Governo reajustará salários docentes em 5% e questionará legalidade de paralisação de maestros descontentes

Ministro da Educação pede parecer jurídico ao Ministério do Trabalho sobre requisitos legais da medida de força

17/09/2026 01:45 4 min lectura 317 visualizações

O ministro da Educação, Luis Ramírez, manifestou em coletiva de imprensa em Mburuvicha Róga que há um método para se ter uma ausência no trabalho, e que embora a intersindical tenha apresentado uma nota perante a instituição a seu cargo, ao Ministério do Trabalho não foi apresentada.

Mencionou que nesta quinta-feira fará um pedido de parecer à ministra do Trabalho, Mónica Recalde, para que juridicamente estabeleça os limites de uma medida como esta, que é a paralisação à qual foram aderindo outros grupos de sindicatos docentes, que exigiam 8% de reajuste salarial, e após apenas se conceder 5%, optaram pela medida de força.

Ramírez manifestou que deseja que a ministra lhe diga quais são as ações que como Ministério da Educação tem que tomar, porque há todo um processo para se ter ausências, para se tomar a definição de como é uma greve, como no caso de uma paralisação.

Na nota que os docentes propõem falam de um "paro" e portanto, tem características acordadas por lei que têm que cumprir, como fazer uma nota ao Ministério do Trabalho, fazer assembleias, ou seja, há um longo processo para chegar até ali, segundo referiu o ministro.

"Vamos perguntar se esse processo foi cumprido, se foi seguido (com as regras) e senão, (veremos) quais são as recomendações que juridicamente nos corresponda tomar em salvaguarda à educação das crianças. Cada ação tem uma reação, não é uma ameaça. Vou ver o que diz a lei e vou fazer cumprir a lei estritamente", acrescentou.

Referiu que ir a uma paralisação é uma medida de força que se toma em condições que se justifica a força e acredita que é legítimo, mas que quando há diálogo, encontro e uma proposta, não há motivo para isso, portanto qualificou como "incompreensível" a paralisação.

O acordo contempla 2,4% a partir de janeiro de 2027 e 2,6% adicional a partir de julho de 2027.

Os sindicatos que não aceitaram a proposta exigem um reajuste salarial de 8% e mantêm a paralisação anunciada.

Diferença: 3 pontos percentuais entre o reajuste acordado e o solicitado pelos sindicatos descontentes.

O presidente da FEP indicou que o docente perceberá:

Segundo sua explicação, isso representa G. 213.000 a mais por turno. Com dois turnos: G. 426.000 a mais.

Em duas etapas: 2,4% a partir de janeiro de 2027 e 2,6% adicional a partir de julho de 2027.

Cinco sindicatos: OTEP SN, Otep-Auténtica, UNE-SN, MAS-SN e EA. Outros quatro — FEP, APE, ADP e Adofep — chegaram a um acordo com o Governo.

Não. O texto indica que a medida de protesto permanecia em vigência para quinta e sexta-feira.

Luis Ramírez anunciou que solicitará ao Ministério do Trabalho um parecer para estabelecer juridicamente os limites e requisitos da medida.

Segundo o ministro, inclui atividades pedagógicas, capacitação, avaliação e carreira docente. Também se mencionam recursos para o escalonamento e o pagamento de uma dívida histórica vinculada ao IPS.

Pedro Alliana e Luis Ramírez destacaram que a prioridade deveria ser evitar a perda de dias de aula e colocar as crianças em primeiro lugar.

"Não estou entendendo qual seria o motivo de uma mobilização, porque a sanção é para as crianças. Elas são as que ficam sem aulas", lamentou.

Ramírez mencionou que não se podem perder mais dias de aula e celebra que haja meios e grupos sindicais que entendam que a prioridade é a educação das crianças.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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