Governo modifica decretos sobre tarifas energéticas da Ande
Modificação de decretos energéticos
Autoridades do Governo anunciaram em coletiva de imprensa que os decretos N° 5306 e 5307 sobre tarifas preferenciais da Administração Nacional de Electricidade (Ande) ficaram sem efeito. O chefe de Gabinete da Presidência, Javier Giménez, explicou que esta decisão se enquadra na busca do equilibrio fiscal e da otimização do uso de recursos energéticos do país.
Giménez apontou que o 50% da energia do Paraguai continua sendo exportado quando existe a necessidade de utilizá-la no nível interno para criar indústrias de diversos setores e apoiar o crescimento econômico nacional e investimento estrangeiro.
Novas normativas energéticas
O presidente da Ande, Félix Sosa, destacou o trabalho coordenado entre instituições e setores durante a análise dos decretos anteriores, focado em potencializar a industrialização mediante um fornecimento energético confiável. Sosa indicou que o Governo e a Ande se mostraram abertos para ouvir todos os setores, resultando na modificação das normativas.
Conforme o anunciado, o decreto N° 5306 foi modificado mediante o N° 5860, onde a tarifa para inteligência artificial foi igualada com a de criptomineria. Por outro lado, o decreto N° 5307 foi substituído pelo decreto N° 5831, limitando a potência a contratar nessa atividade a 250 MW.
Estratégia de atração de investimentos
Marco Riquelme, titular do Ministério da Indústria e Comércio (MIC), explicou que a decisão se enquadra na estratégia de atração de investimento estrangeiro direto. Apontou que as indústrias interessadas no Paraguai representam escalas maiores que as tradicionais, requerendo instituições mais complexas e processos robustos para outorgar contratos energéticos.
Riquelme destacou que o Paraguai se posiciona como referente em atração de investimentos no nível regional, alinhando-se com os objetivos do Executivo de consolidar o país como player confiável no mercado internacional. Enfatizou que o Governo vela por manter condições harmônicas para desenvolver negócios.
Da mesma forma, esclareceu que isto não significa um freio às indústrias de energias renováveis ou combustíveis verdes, mas a necessidade de reformular estratégias. Riquelme apontou que toda iniciativa nova requer processos de prova, avaliação e ajuste contínuo para otimizar resultados.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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