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Economia

Governo mantém posição de não aumentar impostos e impulsiona formalização

11/09/2026 11:45 3 min lectura 221 visualizações

Posição clara sobre política tributária

No marco da Expo Capasu desenvolveu-se um conversatório moderado por Carlos Mateo Balmelli sobre oportunidades e desafios do setor. Participaram o titular da Direção Nacional de Ingresos Tributarios (DNIT), Óscar Orué; o vice-ministro de Comércio e Serviços do Ministério da Indústria e Comércio (MIC), Alberto Sborovsky, e a vice-ministra de Emprego e Segurança Social, Verónica López.

Orué sinalizou que a economia paraguaia se diversificou e já não depende exclusivamente do agro. Indicou que o consumo interno e as pequenas e médias empresas cumprem um papel central. Lembrou que o país mantém um sistema tributário simples, com seis impostos principais, e reiterou que a posição do Governo é não modificar as bases do IVA nem do imposto a renda empresarial.

"A posição do Governo é não vamos mexer no sistema tributário, não vamos impulsionar nem vamos apoiar um aumento no IVA ou no imposto a renda empresarial ou em qualquer imposto geral", afirmou.

Explicou que o Paraguai, por sua condição mediterrânea, necessita preservar a competitividade que lhe confere um esquema tributário baixo e previsível.

Projeções econômicas e arrecadação

O diretor da DNIT apresentou cifras de crescimento: a projeção para 2026 é de 4,4%, superior à média mundial, após um crescimento superior a 6% em 2025. Em matéria de arrecadação, indicou que no exercício atual os impostos internos cresceram mais de 10%, enquanto os ingresos por comércio exterior caíram cerca de 10% pelo efeito do tipo de câmbio. O crescimento total da arrecadação se posicionou em 2,1%.

Avanços em formalização

Orué destacou o progresso na formalização de contribuintes. Desde a criação da DNIT inscreveram-se mais de 280.000 contribuintes, elevando o total a 1.331.000. Apenas em 2026 registraram-se 67.000 novos, dos quais mais de 12.000 correspondem ao setor comércio. O setor terciário aportou mais de 60.000 contribuintes entre janeiro e agosto.

Sinalizou que a participação dos impostos diretos atingiu seu nível histórico mais alto, o que reflete um maior aporte de quem tem maior capacidade contributiva. A pressão tributária passou de aproximadamente 9,5% do PIB em 2023 a 11,2%, sem criar novos impostos nem aumentar as alíquotas gerais. A arrecadação superou USD 6.500 milhões, com um incremento médio anual próximo a 500 milhões desde a fusão de organismos que deu origem à DNIT. O objetivo é chegar a 12% de pressão tributária até 2028.

Ferramentas e projetos futuros

O diretor destacou a fatura eletrônica como ferramenta central para a formalização do comércio. Além disso, anunciou dois projetos de lei que serão apresentados nos próximos dias: um para regulamentar o uso das reservas e outro sobre a tributação de veículos elétricos de alta gama, que atualmente não pagam impostos.

Perspectivas de outros setores

Sborovsky sinalizou que o Paraguai se consolidou como destino de investimento estrangeiro direto, especialmente do Mercosul e do Brasil, e que a manufactura industrial ganhou protagonismo. Indicou que o setor de serviços representa mais de 48% do PIB e que o comércio e o supermercadismo geram encadeamentos produtivos e níveis importantes de emprego.

Por sua vez, López vinculou o crescimento econômico com a formalização do emprego. Informou que entre junho de 2023 e julho de 2026 o IPS registrou um aumento de mais de 140.000 contribuintes.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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