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Economia

Governo acelera criação do Ministério de Energia

08/08/2026 16:45 3 min lectura 15 visualizações

O Governo pretende acelerar o projeto para estabelecer o Ministério de Energia frente a um cenário sem precedentes onde a crescente demanda industrial já supera pela primeira vez a disponibilidade elétrica do país. Segundo dados da ANDE, existem em carteira projetos de investimentos que ultrapassam 6.000 MW.

Embora o nascimento desta instituição venha sendo discutido há tempos nos círculos políticos e técnicos, não foi até meados do ano que o Governo deu sinais claros sobre a necessidade de criar o Ministério de Energia, descartando, por sua vez, o plano inicial pelo qual se buscava anexar o Viceministério de Minas e Energia ao Ministério da Indústria e Comércio.

A necessidade de criar este novo ministério foi um dos pontos abordados durante a recentemente reativada Mesa Energética Nacional, junto com temas vinculados diretamente à necessidade de buscar novas fontes de geração e analisar a questão tarifária. O alto funcionário explicou que esta transformação institucional marcará um passo fundamental para dotar o setor da autoridade que necessita e fortalecer a coordenação com um enfoque claro rumo à industrialização.

Para fazer frente a esta avassaladora necessidade de geração, o Executivo já propõe romper o paradigma tradicional e abrir as portas à geração privada, permitindo a cidadãos e empresas gerar, autoconsumr, comercializar e até mesmo exportar energia. Com a entrada do setor privado no mercado elétrico nacional será necessário um árbitro, pelo que ganha maior relevância a necessidade de criar este ministério.

Miguel Báez Reyes, novo titular da ANDE, também abordou a proposta do Ministério de Energia como um dos eixos centrais de seu plano de trabalho institucional.

Báez Reyes alertou à mídia que o modelo elétrico paraguaio necessita se modernizar urgentemente porque "os períodos de abundância já escasseiam" e o país se encontra em um "ponto de inflexão no sistema elétrico".

A criação desta nova pasta também foi sugerida por sindicatos como a União Industrial Paraguaia e a Feprinco. Enrique Duarte, presidente de ambos os sindicatos, afirmou que é conveniente criar um organismo regulador independente e um ministério para o setor elétrico. Isso busca dar previsibilidade aos investimentos privados sem debilitar a ANDE, já que a chegada de geradores independentes exigirá separar os papéis de controle e comercialização.

INDÚSTRIAS. A Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) se enfrenta a uma avalanche histórica de solicitações por parte de investidores privados que buscam instalar indústrias de alto consumo no país. A demanda das empresas interessadas alcança uma magnitude colossal de 6.300 MW, cifra que iguala toda a energia de Itaipú disponível para o Paraguai.

Para desatrancar este gargalo e dar resposta aos megawatts de demanda acumulada, a nova administração propõe uma mudança de rumo radical. Se fixará em conjunto com outras instituições do Estado uma tarifa técnica única, clara e transparente baseada nos níveis de tensão.

Estes preços estarão publicados na página da web da ANDE para garantir o acesso público. Desta forma, qualquer investidor estrangeiro poderá ver as tarifas on-line e realizar uma avaliação direta sobre a viabilidade de instalar-se no país, sem necessidade de esperar a aprovação individual de sua carteira.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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