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Paraguai

Gilda e María Liz: Tecendo laços em ñandutí

30/08/2026 10:46 3 min lectura 5 visualizações

Uma tradição transmitida de geração em geração

Doña Gilda Gaona de Brítez iniciou-se no nobre ofício do tecido de ñandutí aos 7 anos, mesma idade em que sua filha María Liz aprendeu dela esta ancestral técnica artesanal. Seus trabalhos começaram a comercializar-se quando María Liz alcançou os 10 anos, em Itauguá, sua cidade natal.

"Eu também comecei a aprender desde pequena, mas não constantemente como ela (sua mamãe) o fazia", relata María Liz Brítez Gaona, quem se converteu na legítima herdeira do ofício de tejedora de doña Gilda.

Unidas por sangue, amor e profissão

Unidas pela sangue, o amor e a profissão, María Liz comenta que graças às artesanias em ñandutí de sua mamãe, teve a oportunidade de estudar dança desde pequena. "Me graduei em 2015 de professora superior de dança paraguaia, espanhola e educação musical no estúdio de danças Alice Martínez de Itauguá", aponta.

Porém, María Liz decidiu deixar de lado sua profissão de professora de danças para acompanhar em tempo integral a sua mamãe com os tecidos de ñandutí. "Mais pelo fato de passar tempo com ela e também porque sei que ela se sente mais segura se estou aí ajudando-lhe com o que necessite", explica.

Trabalhos de qualidade em fio fino

Na atualidade, ambas continuam com os tecidos em ñandutí. Doña Gilda prepara o 95% de seus trabalhos em fio fino para aplicações de roupa, pequenos tapetes e outras peças, enquanto María Liz elabora, sobre encomenda, quadros com apliques de ñandutí em fio fino.

A descendente da Mestra Artesã 2025 –distinguida pelo Instituto Paraguaio de Artesanato (IPA)– confessa que segue aprendendo de sua mãe, quem atualmente tem 74 anos e construiu um prestigioso nome no ofício.

Transcendência internacional

Todos os trabalhos que ambas realizam são elaborados sob encomenda. Atualmente, doña Gilda trabalha para a senhora Mie Elena Iwatani que vive no Japão e que conheceu seus trabalhos através da senhora Eliodora, quem foi sua mestra.

Outro vínculo com o Japão é Yazuko Tada, amiga da senhora Mie, quem chega a Itauguá cada ano desde o Japão para aprender mais técnicas da mão de doña Gilda.

Recentemente, mãe e filha conheceram os príncipes herdeiros do Japão, a princesa Kiko e o príncipe Fumihito Akishino, quem puderam apreciar seus trabalhos e conhecer acerca da transmissão de conhecimentos que realizam sobre o tecido de ñandutí aos seus compatriotas.

Ensino a novas gerações

A hábil tejedora ensina a jovens e adultos há mais de 25 anos, labor que realiza atualmente com a ajuda de sua filha. Através de sua dedicação, Gilda e María Liz contribuem à preservação e difusão deste patrimônio cultural paraguaio, assegurando que as técnicas tradicionais do ñandutí se transmitam a novas gerações tanto locais como internacionais.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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