Fretes assume a Saúde em plena crise e León presidirá o IPS
Novo ministro promete diálogo com médicos sobre greve marcada para 21 e 22 de setembro
Buscando destravar a crise que atravessa o sistema de saúde, por meio do Decreto N° 6889, o presidente Santiago Peña nomeou ontem o Dr. Isaías Ricardo Fretes como novo ministro de Saúde Pública, em substituição a María Teresa Barán, que de acordo com o documento "renunciou".
O nomeamento foi oficializado ontem em uma coletiva de imprensa em Mburuvicha Róga. A ocasião contou com a presença de Fretes, assim como também do chefe de Gabinete Civil da Presidência, Javier Giménez, e o doutor Derlis León, que foi designado novo presidente do Conselho do Instituto de Previsão Social (IPS).
Greve. Consultado sobre a convocação de uma greve, prevista pelo Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed) para 21 e 22 de setembro, Fretes respondeu que ele chamará "a boa colega, a Dra. Rosanna (González) para conversar", já que tem "as ferramentas para poder conversar".
"Vamos solucionar este problema (...) dialogando com transparência diáfana, vou me dedicar à próxima semana a essa tarefa", adiantou. "Não pode estar à mercê da incerteza, e tenho a plena confiança de que no marco da coerência, vamos conseguir solucionar este impasse", acrescentou.
Expressou também que considera a "dignificação salarial" um "direito postergado do médico" e assegurou que o "pessoal de branco não foi levado em consideração" durante a pandemia de coronavírus, mas "este Governo o vai ter".
Por outro lado, Fretes reiterou que conta com "as ferramentas para conseguir bom porto" e que as condições serão discutidas em uma mesa de trabalho. "Se Deus permitir, não vai passar esta semana", referiu.
Consultado sobre a possibilidade de se acordar um reajuste salarial, solicitado pelos médicos, Fretes respondeu: "Se eu não tivesse essa ferramenta, do que vou falar com os médicos?".
Explicou que seu cargo recentemente assumido é circunstancial, e que no futuro ele voltará a se encontrar com seus colegas na rua, ou na universidade, por isso deve ser "o primeiro" em "conseguir o benefício para eles", caso contrário, seria "incoerente" com suas ideias.
Remuneração. Fretes também recordou ter dito no passado que lhe parece uma vergonha que uma enfermeira ganhe G. 2.800.000 ou que um hemodinamista receba como salário G. 4.500.000.
Neste sentido, referiu que começou a trabalhar no IPS pela "dignificação salarial do médico", uma "questão básica", em suas palavras.
Consultado sobre a dificuldade de encontrar uma solução e "lutar" contra a Presidência ou com o ministro de Economia, Oscar Lovera, Fretes respondeu que "eles mesmos são os que lhe dão as ferramentas para poder solucionar este problema".
Lovera, em conversa com a imprensa, afirmou a semana passada que um pedido de ajuste salarial de 76%, que "seriam G. 3.000.000 por cada vínculo do setor médico" seria "de cumprimento impossível", levando em conta que significaria "um pouco mais de USD 100 milhões para o orçamento" e que se deve ter em conta a "estrutura do gasto rígido que temos hoje".
Fretes assegurou que tanto o presidente quanto o ministro "são os primeiros interessados para que este problema se solucione, mas temos que dialogar dentro do marco da coerência".
Fretes também foi abordado por um jornalista sobre a proposta do Governo de construir uma carreira sanitária, segundo o grau acadêmico e o nível de formação de cada profissional. Fretes perguntou diretamente ao jornalista se este considerava que deve ganhar o mesmo que outro colega com mais anos de trabalho e prestígio.
"Você acredita que pode ganhar a mesma cifra que um jornalista de 25 anos, que tem imagem televisiva e prestígio?", disse Fretes, ao que o jornalista replicou que considera que deve construir a carreira.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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