Fórum Estratégico de Segurança Hemisférica e Democracia reuniu especialistas internacionais em Bogotá
Reflexão sobre desafios democráticos hemisféricos
O Fórum Estratégico de Segurança Hemisférica e Democracia celebrou em 2 de junho uma nova edição no Congresso da Colômbia, consolidando-se como um espaço de reflexão sobre os principais desafios que enfrentam as democracias do hemisfério.
Cibersegurança e soberania tecnológica
Durante a jornada, o especialista em cibersegurança Dr. Luis Noguerol destacou a importância de abordar temas que habitualmente não fazem parte do debate público, especialmente aqueles relacionados com a ingerência de atores autoritários na América Latina.
"O maior valor deste fórum é que coloca sobre a mesa temas estratégicos que muitas vezes não se discutem a nível nacional. A influência da China na região não deve ser analisada apenas sob uma perspectiva econômica, mas também sob suas implicações políticas, tecnológicas e sociais".
Noguerol advertiu que os países devem avaliar cuidadosamente as consequências de comprometer sua soberania tecnológica e estratégica em troca de benefícios econômicos de curto prazo.
Fortalecimento de alianças democráticas
A senadora colombiana Paola Holguín alertou sobre a crescente presença de atores autoritários extrarregionais na América Latina e o impacto que esta influência pode ter sobre as instituições democráticas, a infraestrutura estratégica e a segurança regional.
Igualmente, enfatizou a necessidade de fortalecer as alianças entre democracias, garantir a transparência nos acordos internacionais e proteger os setores críticos de cada nação diante de interesses externos.
Incerteza geopolítica e cooperação regional
O diretor executivo do Instituto de Ciência Política Hernán Echavarría Olózaga (ICP), Carlos Chacón, destacou que o contexto internacional atual é marcado por uma profunda incerteza geopolítica.
"As regras que durante décadas ofereceram estabilidade ao sistema internacional hoje são insuficientes para conter os desafios que apresentam os regimes autoritários".
Chacón advertiu sobre a necessidade de fortalecer as instituições democráticas e a cooperação regional.
Os painelistas concordaram que a segurança hemisférica requer uma visão compartilhada entre a América do Norte e a América Latina, baseada na defesa da democracia, da liberdade, da soberania e da cooperação estratégica diante de ameaças cada vez mais complexas.
Participação acadêmica no debate regional
A Universidade Americana foi uma das instituições que acompanhou esta iniciativa desde seus primeiros passos, contribuindo para a construção e consolidação do Fórum como um espaço de análise e debate sobre os desafios que enfrenta a região.
Nesse processo participaram ativamente a Faculdade de Comunicação, Artes e Ciências da Tecnologia, a Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas e o curso de Direito, contribuindo desde o âmbito acadêmico para o fortalecimento deste espaço de diálogo regional.
Origem e projeção do fórum
O Fórum Estratégico de Segurança Hemisférica e Democracia nasceu em Asunção, Paraguai, em 9 de abril, e continua ampliando seu alcance regional como um espaço de diálogo entre líderes políticos, acadêmicos, especialistas em segurança e cidadãos comprometidos com o fortalecimento democrático do hemisfério.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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