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Política

Forte confronto entre Emiliano Rolón e Eduardo Nakayama

02/05/2026 11:15 4 min lectura 6 visualizações
Fuerte cruce entre Emiliano Rolón y Eduardo Nakayama

Uma forte disputa aberta é a que mantêm o senador Eduardo Nakayama e o procurador-geral do Estado, Emiliano Rolón, que saiu para responder às críticas do legislador em relação à sua gestão à frente do Ministério Público.

Rolón utilizou o apelido "senador capivara" para diminuir o peso das críticas de Nakayama, que o havia qualificado de ser o "principal inútil do Estado".

O congressista havia questionado a gestão do procurador-geral, Emiliano Rolón Fernández, e se opôs a conceder mais recursos ao Ministério Público. Qualificou sua administração de "inútil".

Disse que desperdiça em seu esquema de segurança e sustentou que a instituição não precisa de mais orçamento, mas de maior eficácia e vontade para combater o crime.

O legislador relatou um episódio ocorrido durante uma viagem a Ciudad del Este, onde se deparou com uma comitiva do procurador-geral composta por várias caminhonetes e patrulhas. Segundo disse, o desdobramento lhe pareceu "tragicômico" e questionou o uso de recursos públicos para operativos de segurança que – a seu critério – não se justificam.

"Aí está o desperdício de Emiliano Rolón Fernández, que quer viver como Donald Trump", ironizou, ao comparar o esquema de segurança com o do mandatário estadounidense, assinalando que não corresponde que o Estado paraguaio financie esse tipo de desdobramentos.

Nakayama sustentou ainda que Rolón Fernández "não representa nenhuma ameaça para grupos criminais" e criticou a falta de avanços em investigações relevantes. Recordou, nesse sentido, declarações do próprio procurador-geral sobre o caso do promotor assassinado Marcelo Pecci, quando havia assinalado que "nem Mandrake" poderia resolvê-lo.

Na quarta-feira passada, o procurador-geral do Estado, Emiliano Rolón, pediu ao presidente Santiago Peña um incremento orçamentário de USD 20 milhões para a contratação de 60 novos agentes e a conclusão de locais em Encarnación e Caazapá, o que fez com que Nakayama se irritasse.

COM TUDO. O procurador-geral manifestou à 650 AM que é "fácil opinar sem estar aqui" e sustentou que o Ministério Público combate o crime com recursos limitados, enquanto outros só lançam "discursos negativos e ataques pessoais".

Afirmou estar dando "mostras reais de luta" apesar das carências orçamentárias da instituição.

O orçamento atual do Ministério Público é de G. 763.074.000.000 (USD 120 milhões). Com o aumento de USD 20 milhões, Rolón planeja a contratação de 60 novos agentes e a conclusão de dois locais, um em Encarnación e outro em Caazapá.

Além disso, dispõe de 125 locais alugados. Com a conclusão das sedes em Encarnación e Caazapá, deixarão de pagar aluguéis em entre quatro e seis imóveis, já que seus funcionários passarão a desempenhar-se nas novas instalações próprias.

"É muito fácil opinar sem estar no lugar do outro. Eu respondo ao 'senador capivara' que estamos combatendo com recursos limitados contra estruturas que têm um desdobramento econômico imenso. Demos mostras reais de luta, organizando eventos internacionais e fortalecendo a presença do Estado, além dos discursos negativos que só buscam colocar obstáculos", sustentou Rolón.

"Não pensem que negam a Emiliano Rolón, negam à instituição. Eu vou embora dentro de dois anos e não penso ficar, não quero o rekutu, já é hora do meu descanso. Pensem com patriotismo e com clareza de que a instituição deve crescer", indicou.

Rolón afirmou que o orçamento atual que possuem não sofreu variação alguma há 10 anos.

"O nosso já é um clamor, já que diante de uma superfície de 406.000 km² e sete milhões de habitantes, hoje temos a metade de agentes fiscais dos que se necessitam. Isso implica a necessidade de crescimento, a instituição nasceu desprovida desde que se independizou do Poder Judiciário. Sei que existem necessidades em saúde, educação", afirmou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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