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Política

Flávio Bolsonaro busca somar apoio em massive marcha religiosa

Candidato presidencial participa da Marcha para Jesus em São Paulo, tradicional evento evangélico que reúne milhares de fiéis

05/06/2026 16:45 4 min lectura 21 visualizações
Flávio Bolsonaro busca sumar apoyo en masiva marcha religiosa

Milhares de fiéis evangélicos desfilaram nesta quinta-feira pelo centro da cidade brasileira de São Paulo, com as próximas eleições em mente e uma forte presença de líderes de direita, como o candidato presidencial Flávio Bolsonaro.

A tradicional Marcha para Jesus, que se celebra cada ano por ocasião da festividade do Corpus Christi, é um dos maiores eventos religiosos da América Latina, que voltou a reunir pessoas de todas as idades em um clima festivo.

"O Messias aguardado vem me buscar... e todo joelho se dobrará", entoava uma das numerosas cantoras gospel que atuavam sobre os carros alegóricos, diante de um público que tarareava as canções e levantava os braços ao céu em gesto de oração.

Apesar dos cânticos de amor, o evento não pôde evitar carregar um tom político, a menos de cinco meses dos pleitos presidenciais de outubro.

A direita usou sua proximidade com a liderança das igrejas evangélicas para se apresentar como a melhor opção política dos fiéis, frente ao mandatário progressista Luiz Inácio Lula da Silva, que aspira à reeleição.

Flávio Bolsonaro subiu ao principal carro alegórico da marcha, junto a aliados como o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito da cidade, Ricardo Nunes.

"Brasil está passando por uma grande guerra espiritual", declarou o senador, que disse se sentir "reenergizado" pela multidão e assegurou que "o mal" será "expulso" do país nas eleições.

A favor

Os evangélicos representam já 27% da população brasileira, enquanto o catolicismo recuou para mínimos, embora se mantenha como a religião majoritária do país (57%), segundo dados do Governo.

O número de seguidores das diferentes correntes evangélicas avançou 5,2 pontos entre 2010 e 2022, de acordo com o último censo.

Deste contingente, aproximadamente 70% votou pelo ex-presidente ultraderechista Jair Bolsonaro nos pleitos de 2022 segundo as pesquisas, uma fonte de votos que o filho não quer desperdiçar.

Entre a multidão que seguia os carros alegóricos, estavam as amigas Flaviane Sousa e Fernanda Corrêa, gerentes comerciais de 37 e 42 anos, respectivamente, e vestidas com camisetas azuis com a palavra "Jesus" estampada em letras de grande tamanho.

Para as duas é importante que o próximo presidente represente seus valores e se oponha ao aborto e, embora Lula não se tenha mostrado abertamente a favor de ampliar esse direito, afirmaram que votarão por Bolsonaro por considerá-lo "o menos pior".

"Seus valores estão mais próximos dos nossos", asseguraram à EFE, antes de colocar como prioridades temas como a segurança ou a educação.

Na mesma linha, Maurício José, de 51 anos e evangélico há 10, disse que Bolsonaro, que é católico como Lula, encarna melhor os "princípios bíblicos".

Apesar de uma maioria dos evangélicos se inclinar pela direita, há uma minoria que se opõe à mistura de política e religião e que prefere Lula. Francislane dos Santos, de 38 anos e funcionária de uma clínica, opinou que é um "erro" que os pastores usem o púlpito para pedir o voto para um determinado candidato e afirmou preferir que se mantenham neutros na contenda.

Tarifa ao trabalho forçado

O Governo brasileiro rejeita uma possível tarifa estadounidense sobre as importações por um suposto uso de trabalho forçoso, cenário que qualificou de "absurdo", e advertiu que, se se materializar, responderá com represálias.

O Executivo de Luiz Inácio Lula da Silva expressou um "profundo desacordo" com as conclusões preliminares apresentadas ontem pela Oficina do Representante Comercial dos EUA sobre a importação por parte de 59 países e da União Europeia de produtos fabricados com trabalho forçado.

Com base nessas conclusões, o organismo propôs uma tarifa de 12,5% sobre este grupo de países.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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