Fiscais acusam filho de Lalo Gomes pelos disparos contra policiais
A apresentação foi feita perante o juiz de Garantías de Pedro Juan Caballero, onde solicitam elevar a causa a julgamento oral e público, onde solicitarão a pena correspondente, segundo explicam.
Segundo a acusação, em 19 de agosto de 2024, às 03:30 horas, durante o allanamento autorizado pelo juiz Osmar Legal, os agentes se dirigiram à residência de Alexandre Rodrigues Gomes, localizada na rua Sebastián Gaboto quase 15 de Agosto, de Pedro Juan Caballero, em Amambay.
O procedimento foi dirigido pelo fiscal Osmar Segovia, acompanhado de agentes policiais da Unidade S.I.U. e da F.O.P.E.
A acusação menciona que o objetivo era revistar a casa para buscar evidências, além da detenção de Rodrigues Gomes, ordenada pelo agente.
Afirma que os policiais forçaram a porta de blindex, que era a de acesso ao imóvel, quebrando-a. Alega que isso foi executado por quem fazia de "brechero", Arturo López, que foi acompanhado por outros uniformizados.
Na operação, López sofreu ferimentos cortantes, pelo que foi substituído por seu colega Blas Pérez, que, avançando já no interior da moradia, forçou a próxima porta que era de madeira.
Prossegue a acusação que, após ingressar na sala da casa, os policiais se identificaram como tal. Os mesmos garantiram essa área da casa e em seguida subiram as escadas, onde encontraram a esposa do acusado, Diana Ayala, que estava com seus três filhos menores e a empregada Verónica Beatriz Colmán.
Ali, os agentes perguntaram pelo esposo e ela respondeu que não estava em casa. Os policiais continuaram avançando até chegar a um ginásio, onde, através de uma porta de metal que conduz a um pequeno terraço, viram o hoje acusado tentando escapar.
Segundo os fiscais, Rodrigues Gomes portava seu rifle Colt AR10 calibre 7.62 x 51 mm. O homem se dirigiu ao terraço e subiu através de uma escada metálica ao teto da casa, de onde disparou contra os agentes.
Nesse momento, a esposa se aproximou do ginásio e gritou para ele que deixasse de disparar e que o procedimento estava a cargo de agentes policiais.
Porém, ele começou a disparar, razão pela qual os policiais retiraram a mulher para protegê-la. No total, segundo os fiscais, fez quatorze disparos que impactaram contra a parede externa do ginásio, a porta de metal e a parede interna do local. Os policiais responderam os tiros.
Depois, Alexandre Rodrigues deixou o rifle e saltou para uma casa vizinha, onde tomou a camionete de seu vizinho e escapou. Finalmente, ele se entregou em uma delegacia de polícia.
Os fiscais solicitam ao magistrado de Garantías a elevação do caso a julgamento oral, apresentam várias evidências, especialmente perícias, 61 testemunhas, vários tomos de evidências, entre outros.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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