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Política

Filizzola pede a Rachid explicar no Congresso operação onde morreram docente e líder indígena

02/09/2026 20:00 2 min lectura 213 visualizações

O senador Rafael Filizzola, do Partido Democrático Progressista (PDP), explicou que manteve uma reunião com representantes da comunidade de Corpus Christi, onde no passado 14 de agosto foram abatidas duas pessoas, após um suposto enfrentamento com agentes da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad): um líder indígena e um docente.

Mencionou que tanto o líder indígena Antonio Carrillo Mancuello quanto o docente Catalino Correa Acevedo não tinham antecedentes nem ordens de captura pendentes.

"O médico legista disse que tinham rastros de lesões nos pulsos e nos tornozelos, que foram fuzilados supostamente em um caminho vicinal. O próprio legista disse que um dos disparos foi de baixo para cima", acrescentou.

Diante das dúvidas que giram em torno a este operativo, o legislador considerou oportuna a presença do titular da Senad, Jalil Rachid, no Congresso Nacional.

"Já tínhamos convidado o secretário da Senad (Jalil Rachid) e não pudemos ouvi-lo porque coincidiu com o assunto do Pedrozo (acidente fatal) e tínhamos combinado em coordenar outra data", prosseguiu.

Ao senador pareceu muito relevante o conflito pela terra na zona.

Leia mais: O forte relato da viúva de líder indígena abatido pela Senad: "O assassinaram injustamente"

"Algo que me parece muito relevante é que há um conflito pela terra. Há muitos componentes que são alheios a uma questão de segurança. O temor que temos é que isto tenha sido simplesmente uma consequência do conflito da terra, onde há interesses muito poderosos", manifestou.

Por último, sinalizou que espera que "haja coragem de investigar isto a fundo" o ocorrido naquele procedimento.

Por sua parte, o presidente do Congresso, Basilio Bachi Núñez, sustentou que "ele não quer acreditar no que diz a Polícia, a Senad nem o cidadão" e pediu que se investigue. "Que as instâncias correspondentes investiguem", sentenciou.

A versão que em seu momento deu Rachid é que o docente e o líder indígena dispararam contra agentes que patrulhavam a zona, por isso supostamente se produziu um enfrentamento e ambos foram abatidos.

A Coordenadora de Direitos Humanos do Paraguai (Codehupy) exigiu que se investigue o ocorrido e sinalizaram que desde a ampliação da zona militarizada em Canindeyú, as comunidades campesinas e indígenas encontram-se expostas a situações de violência e enfrentamentos entre o Estado e grupos irregulares.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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