Filizzola disse que Peña é quem deveria pedir desculpas à cidadania
"Santiago Peña deveria pedir desculpas à cidadania por seu mau governo" e não àqueles que impulsionaram as denúncias sobre seu crescimento patrimonial, ao questionar também o informe da Controladoria Geral da República e afirmar que "o processo não termina com um informe mal feito".
O senador Rafael Filizzola questionou o informe da Controladoria Geral da República sobre o patrimônio do presidente Santiago Peña e assegurou que "o processo não termina com um informe mal feito".
Segundo Filizzola, o mandatário deveria pedir desculpas "à cidadania por seu mau governo" e não àqueles que impulsionaram as denúncias sobre seu crescimento patrimonial. "Há gente que passa mal nos hospitais, no transporte público e por falta de trabalho, enquanto poucos estão passando muito bem", afirmou.
Santiago Peña sinalizou que para muitos é fácil levantar acusações e tentar manchar. "Infelizmente teria esperado um pedido de desculpas por parte daqueles que tanto me atacaram", retrucou o chefe do Poder Executivo.
Filizzola qualificou de "besteira" o pedido de desculpas proposto por Peña diante das denúncias sobre seu patrimônio. "Parece que está na escola primária e tiraram um pirulito dele", lançou.
Asseverou que o presidente deve "explicar de onde tirou essa fortuna" e reiterou que o informe da Controladoria "não fecha" nem sequer nos períodos que foram analisados.
Sustentou que a investigação se centra no "salto patrimonial" de Peña, ao apontar que passou "de ter uma casa alugada, dois autos e um cachorro" a acumular um patrimônio de aproximadamente G. 100.000 milhões. "Isso é inexplicável", expressou, ao questionar que a Controladoria não tenha analisado o período onde, segundo disse, ocorreu o maior incremento econômico do chefe de Estado.
Filizzola também criticou que o órgão tenha aceitado uma "nota esclarecedora" para justificar inconsistências detectadas nas declarações juradas. "Isso não existe. São declarações juradas, não notas esclarecedoras", sustentou.
Além disso, apontou a construção de uma moradia avaliada em USD 900.000 em um terreno que, segundo disse, não pertencia a Peña. "Que banco empresta USD 900.000 a simples assinatura e para uma casa construída em um terreno que não é do tomador?", questionou.
O senador também vinculou o crescimento patrimonial do presidente com o desenvolvimento de um holding, assinalando que em poucos anos passou "de não ter nada a administrar USD 800 milhões em depósitos do Estado".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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