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Paraguai

Filho de empresário brasileiro falecido qualifica de "baixeza" comunicado do Ministério Público

Isaac Lázaro do Nascimento acusa a Fiscalía de negligência e insensibilidade ao publicar seu pai como "cidadão desconhecido"

26/08/2026 01:45 4 min lectura 18 visualizações

Em uma entrevista marcada pela indignação, Isaac Lázaro do Nascimento, filho do empresário brasileiro Lázaro Silvino do Nascimento (61), falecido na cidade de Luque, desmentiu o comunicado que o Ministério Público postou em suas redes sociais solicitando a colaboração da cidadania para localizar os familiares do empresário, afirmando tratar-se de um relatório falso e que a Fiscalía jamais se comunicou com os familiares.

Lázaro Silvino, proprietário de um conhecido local de equipamentos e peças na zona, sofria de diabetes crônica há anos. Segundo relato de seu filho, após o falecimento trágico de sua irmã (que era médica patologista) em fevereiro deste ano, o empresário caiu em profundo quadro depressivo que afetou sua saúde e provocou a diminuição gradual de suas atividades comerciais.

Seu filho relatou que no sábado anterior ao seu falecimento, sentindo-se descompensado, Lázaro ingressou por seus próprios meios e sem avisar ao Hospital Geral de Luque. A médica tratante confirmou que o paciente chegou em estado confuso devido a complicações de um choque hipovolêmico e uma insuficiência cardíaca provocada por seus anos de luta contra a diabetes, o que impediu extrair dados de contato imediatos naquele momento.

O conflito escalou quando a família descobriu que uma promotora da Unidade Penal Nº 6 da Fiscalía Zonal de Luque publicou um comunicado classificando Lázaro Silvino como um "cidadão desconhecido".

Isaac Lázaro qualificou o fato como grave negligência e insensibilidade.

"É mentira que nos buscaram. Eles são o Ministério Público, têm os meios para verificar através do Registro Civil a cartilha de família. Vivíamos em contato permanente e publicar isso como se fosse um indigente, quando meu pai era um empresário conhecido da coletividade, nos causou uma dor desnecessária no meio do luto", lamentou.

Além disso, o filho do comerciante denunciou que ao comparecer à Morgue Judicial lhes foi impedido retirar o corpo sob a exigência de que deveriam comprovar sua filiação diretamente perante a promotora do caso e contar com sua autorização exclusiva, o que os obrigou a passar uma noite inteira de incerteza até que outro representante do Ministério Público interveio e assinou os documentos requeridos.

"Eles, por várias razões que nós desconhecemos, não sabemos se a promotora teve algum rancor pessoal, porque eles também tinham que ter trabalhado com o Consulado, com a Embaixada e há uma comunidade brasileira que veio justamente ao velório e todos me diziam o mesmo. Como é que nosso amigo, que por anos foi conhecido como empresário que já viveu mais tempo no Paraguai, inclusive ele também fala guarani muito bem, como é que o publicaram assim?", lamentou.

Além disso, afirmou ter passado por situação similar após o falecimento de sua irmã há seis meses.

"Eu, quando fui procurar meu pai no hospital, me disseram que, como não tem morgue refrigerada, já o levaram à Morgue Judicial. Vou para poder retirá-lo, como tive que fazer há seis meses com minha irmã, e me dizem que não podem liberar o corpo porque a promotora determinou que eu tinha que comprovar já perante ela minha filiação e, com sua autorização, só então poder retirar o corpo. Nós tivemos que ficar assim com essa incerteza a noite toda. No dia seguinte que se abre a Fiscalía às sete, estávamos lá e não apareceu a promotora, a doutora não deu a cara. Foi um agente fiscal, Arnaldo Campos foi quem realmente nos ajudou em tudo", expressou.

Por fim, a família lamenta que, apesar de ter apresentado toda a documentação legal, a ata médica e de ter esclarecido a situação, a promotora não tenha sequer se dignado a dar explicações sobre seu procedimento.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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