Executivo avalia preços da cesta básica para investigar possível manipulação
O presidente da República, Santiago Peña, anunciou ontem que o Executivo investiga uma possível manipulação de preços em produtos da cesta básica e artículos importados, apesar da queda registrada na cotação do dólar.
No país registra-se uma queda sustentada do dólar, com a moeda estadunidense sofrendo um declínio de até 25% desde seu último pico; não obstante, os produtos da cesta básica não se reduzem.
O chefe de Estado foi questionado pela mídia a respeito e indicou que já repassou essa reclamação ao setor privado e a distintos sindicatos.
"Quando vemos que os preços sobem, os ajustes são imediatos. Mas quando há uma apreciação do tipo de câmbio, uma diminuição de preços, isso infelizmente não ocorre", afirmou.
Ante esta situação, Peña asseverou que instruiu a Secretaría de Defensa do Consumidor e do Usuário (Sedeco) e a Comissão Nacional da Concorrência (Conacom) a avaliar o comportamento do mercado. "Estamos trabalhando para que realmente avaliem se não há uma manipulação de preços que está prejudicando os consumidores", mencionou.
COMBUSTÍVEIS. Quanto aos combustíveis, o presidente assegurou que Petropar mantém preços abaixo do resto das marcas privadas, ainda depois do último reajuste. "Fizemos ajustes menores, mas continuamos estando abaixo", explicou. Assinalou que esta política provocou um aumento no consumo de Petropar e que o objetivo é "aproximar-se o máximo possível" das condições do mercado.
Peña indicou que ainda não há sinais de queda nos preços internacionais, ainda que mencionasse que existem "informações auspiciosas" sobre as conversações no Oriente Médio.
Coincidentemente, diretores do BCP mantiveram ontem uma reunião com membros da Asociación Rural del Paraguay, "na qual se analisou a evolução recente das principais variáveis macroeconômicas internacionais e locais, bem como suas implicações para o setor pecuário".
Enrique Duarte, presidente da Federação da Produção, Indústria e Comércio (Feprinco), havia reconhecido semanas atrás os avanços do Governo, mas ao mesmo tempo questionou o desperdício estatal, a falta de reforma da Caja Fiscal e exigiu mudanças urgentes no sistema de saúde, aposentadorias e gestão pública.
Assim, Feprinco rejeitou a possibilidade de aumentar a carga tributária sem melhorar a eficiência do gasto público. "O problema não está em quem já cumpre, mas na economia informal", afirmou Duarte, ao passo que advertiu que os recursos do setor privado não devem financiar "transbordamentos financeiros" do Estado. "O caminho é ampliar a base, não asfixiar quem sustenta o sistema!", sustentou. Criticou propostas que qualifica de "populistas", como as mudanças no regime trabalhista ou "benefícios adicionais que afetam a produtividade e a competitividade sem resolver os problemas de fundo", ao fazer referência ao dia livre por aniversário, que o Parlamento propõe conceder.
Quanto ao ingresso dos trabalhadores, o setor levantou que o debate não se centre unicamente no salário mínimo, mas no custo de vida e na geração de condições para empregos de maior qualidade.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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