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Economia

Excesso de umidade e falta de sol ralentizam o desenvolvimento da soja

26/10/2026 12:45 3 min lectura 37 visualizações

Produtores de Alto Paraná e Caaguazú relatam um crescimento mais lento das culturas devido às chuvas persistentes, às baixas temperaturas e à escassa radiação solar. Em Itapúa, a situação geral das parcelas é favorável, embora persistam dificuldades em alguns lotes e caminhos rurais que afetam a logística da produção pecuária.

As condições climáticas das últimas semanas estão condicionando o desenvolvimento inicial da soja em distintas zonas produtivas do país. O excesso de umidade, os dias nublados e as temperaturas inferiores às habituais para esta época do ano geram preocupação entre os produtores, que acompanham de perto a evolução das culturas e aguardam melhores condições para favorecer seu crescimento.

Aurio Frighetto, representante de produtores da Coordenadora Agrícola do Paraguai (CAP) em Alto Paraná, explicou que o principal inconveniente não é unicamente a quantidade de chuvas, mas a falta de horas de sol necessárias para o desenvolvimento das plantas. "As chuvas torrenciais não afetam em si a soja, mas nosso principal problema é que temos poucos dias de sol. Precisamos de sol para a fotossíntese e para que a soja cresça", apontou. Acrescentou que alguns lotes semeados no início de setembro ainda não apresentam o desenvolvimento esperado.

Frighetto também advertiu sobre as temperaturas mínimas registradas na zona, que se situam abaixo do habitual para o período. "O ideal seria, em média, uma mínima de 20 graus, mas alguns dias estão caindo mais que isso", comentou.

Em Caaguazú, o panorama é similar. Flaminio Núñez, representante da CAP no departamento, indicou que o excesso de umidade está freando o crescimento das plantas. "Há excesso de umidade e a soja não está crescendo, não está se desenvolvendo como deveria", expressou. O produtor apontou que será importante observar como evolui o clima, especialmente ante a possibilidade de novas precipitações nos próximos meses.

A situação também é observada do âmbito da pesquisa agrícola. Mario Cuba, engenheiro agrônomo e responsável pelo Programa de Melhoramento Genético do Instituto de Biotecnologia Agrícola (INBIO), comentou que, embora não mantenha contato direto com os produtores, intercambia informações com colegas que relatam dificuldades similares.

"A grande maioria coincide em que o desenvolvimento da soja não está decolando, condicionado principalmente pelas constantes baixas temperaturas, à qual se somam os muitos dias nublados que vêm sendo registrados", explicou. Estas condições reforçam a importância do acompanhamento técnico dos lotes para avaliar a evolução da cultura à medida que mude o cenário climático.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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