Ex ujier irá a julgamento oral por outra causa da máfia de notas promissórias
O ex ujier do Juizado de Paz de La Encarnación, Arturo Javier Ayala, irá a julgamento oral por outra das causas conhecidas como da máfia das notas promissórias, conforme resolveu ontem o juiz de Delitos Econômicos, Rodrigo Estigarribia, após a acusação apresentada pela fiscala adjunta Soledad Machuca.
O magistrado havia dado trâmite à oposição ao pedido de suspensão condicional do procedimento por parte dos promotores da causa, com o que o caso passou à Procuradoria Geral.
Com isso, a fiscala adjunta Soledad Machuca retificou o pedido dos agentes promotores Belinda Bobadilla, Leonardi Guerrero e Jorge Arce, apresentando acusação contra o ex ujier do Juizado de Paz de La Encarnación.
Contra ele, o Ministério Público sustenta que Arturo Ayala, junto com outros três ujiers, teria falsificado as notificações em 258 expedientes tramitados ante o Juizado de La Encarnación.
Na primeira audiência preliminar, o ex ujier Arturo Ayala havia confessado que quando chegou àquele Juizado, reuniu-se com a ex juiza de Paz Carmen Analía Cibils e que lá ela lhe teria contado a forma de trabalho e os valores.
Referiu naquela ocasião que pelo volume de notificações que tinha para assinar, a agora ex juiza Cibils deveria receber sua parte. Também disse que eles tinham metas que cumprir.
"Eu deveria entregar a quantia de G. 25 milhões semanais, o qual entregava em dinheiro vivo nas sextas-feiras em seu escritório (...). Se não chegava, deveria pagar e o fazia com retroativo na semana seguinte", havia assinalado. "Esse valor poderia aumentar se ingressassem mais empresas a litigar no Juizado", disse.
Os promotores haviam aderido ao pedido de suspensão condicional do procedimento, para utilizá-lo como testemunha no julgamento oral.
Não obstante, o juiz se opôs e deu trâmite à oposição.
Preliminar
Após receber a retificação por parte da fiscala adjunta Soledad Machuca, realizou-se ontem a nova audiência preliminar na causa.
Na diligência, a fiscala Belinda Bobadilla manteve o pedido de julgamento oral, tal como assinalou a Procuradoria Geral.
Por sua parte, o advogado Cristhian Aquino, defensor de Ayala, solicitou a aplicação do procedimento abreviado, com o reconhecimento dos fatos. Além disso, ofereceu suas provas, em caso de elevar-se a causa a julgamento oral.
O Ministério Público rejeitou o pedido de abreviado, já que o parecer da fiscala adjunta não contemplava uma saída alternativa.
Com isso, após analisar o caso, o juiz Rodrigo Estigarribia elevou o caso a julgamento oral e público. Soma-se aos vários processados, entre eles, a ex juiza Carmen Analía Cibils.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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