Ex funcionário da Embaixada dos EUA no Paraguai assume como procurador-geral adjunto em seu país
A Divisão Penal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que Brian D. Skaret, ex colaborador da Embaixada norte-americana no Paraguai, em sua nova função de procurador-geral adjunto interino, supervisiona a Oficina de Assuntos Internacionais (OIA), a Oficina de Desenvolvimento, Assistência e Capacitação de Procuradores no Exterior (OPDAT) e o Programa Internacional de Assistência para Capacitação em Investigação Penal (ICITAP) do Departamento de Justiça.
Além disso, menciona que supervisiona assuntos relacionados à extradição, assistência jurídica mútua e cooperação internacional em matéria de aplicação da lei com nações aliadas, e oferece apoio aos agregados, assessores jurídicos residentes e assessores especializados em forças da ordem do Departamento designados às embaixadas dos EUA em todo o mundo.
Antes deste nomeamento, Skaret trabalhou durante 12 anos como assessor jurídico residente na Embaixada de Estados Unidos no Paraguai e como agregado judicial na Embaixada de Estados Unidos em Bogotá, Colômbia.
Nesses cargos, assessorou altos funcionários norte-americanos e estrangeiros de nível ministerial sobre o combate ao financiamento do terrorismo, crime organizado transnacional, finanças ilícitas, extradição e investigações penais transfronteiriças complexas, em apoio aos objetivos das forças da ordem de Estados Unidos na América Latina.
Em julho de 2021, Brian D. Skaret esteve presente em um dos dias do julgamento oral contra o ex-senador Óscar González Daher e seu filho Óscar González Chaves.
Naquela ocasião, a presença do então representante da Embaixada norte-americana foi interpretada como um forte respaldo para a Procuradoria e uma pressão para os juízes do caso, Yolanda Portillo, Yolanda Morel (esposa do ministro Manuel Ramírez Candia) e Jesús Riera, para condenar os acusados.
O Governo dos Estados Unidos, através de seu Departamento de Estado, em dezembro de 2020, havia classificado Óscar González Daher e ao ex-procurador-geral Javier Díaz Verón como significativamente corruptos.
Com isso, ambos conseguiram a proibição vitalícia de ingressar naquele país. A proibição se estende também a seus familiares.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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