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Internacional

EUA ameaça retomar guerra com Irã em meio a negociações travadas

Trump exige destruição de reservas de urânio enriquecido e reabertura do Estreito de Ormuz

30/05/2026 22:45 4 min lectura 28 visualizações
EEUU amenaza con reanudar la guerra con Irán en medio de negociaciones estancadas

Teerã e Washington estão imersos há semanas em conversas indiretas com o objetivo de encerrar de forma duradoura a guerra no Oriente Médio, mas o resultado é incerto, especialmente após os enfrentamientos desta semana, os mais graves desde a entrada em vigor de uma trégua em 8 de abril.

Fontes em Washington mencionaram na quinta-feira um marco de acordo com uma prorrogação de 60 dias do cessar-fogo, mas as negociações seguem travadas.

"O Irã deve aceitar que nunca terá armas nucleares", escreveu na sexta-feira o presidente Donald Trump em sua rede Truth Social. Também exigiu que as reservas de urânio altamente enriquecido da república islâmica sejam "DESTRUÍDAS".

Estados Unidos e Israel, cujo ataque conjunto de 28 de fevereiro contra o Irã desencadeou a guerra, acusam Teerã de querer se dotar da arma atômica, algo que este nega.

O Irã insiste em tratar o tema nuclear após a assinatura do protocolo de acordo atualmente em discussão.

Outro ponto de fricção é o Estreito de Ormuz, uma via chave para o comércio mundial de hidrocarbonetos, que o Irã mantém praticamente bloqueado desde o início da guerra.

"Deve abrir-se imediatamente", e Teerã deve se comprometer a desminá-lo, afirmou na sexta-feira Trump, cujo governo impõe por sua vez um bloqueio aos portos iranianos.

Segundo marinheiros iranianos citados pela agência de notícias Tasnim, Estados Unidos ainda impede a circulação dos navios comerciais iranianos.

Um funcionário da Casa Branca indicou à AFP na sexta-feira que "o presidente Trump só fará um acordo que seja bom para os Estados Unidos e respeite suas linhas vermelhas".

Em resposta a Trump, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, indicou que "os intercâmbios de mensagens continuam" com os Estados Unidos.

Defendeu também "a situação especial" do Estreito de Ormuz, por encontrar-se em águas territoriais do Irã e de Omã.

Por este motivo, o parlamentar iraniano Alireza Salimi declarou à agência de notícias Isna que apenas o Irã e Omã estão "habilitados para decidir" sobre sua gestão.

O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, advertiu neste sábado que seu país é "mais que capaz" de retomar as hostilidades contra o Irã "se fosse necessário".

"Nossas reservas são mais que adequadas para isso, tanto lá como em todo o mundo, devido a como equilibramos munição de alta precisão e mais abundante", declarou durante um fórum em Singapura.

Em Teerã, os habitantes acompanham com desânimo estas gestões diplomáticas.

"Ambas as partes estão falando de uma forma que mantém satisfeitos seus seguidores. Não está claro quem diz a verdade", comentou Ali, um iraniano de 49 anos originário de Tonekabon, no mar Cáspio.

O chefe da diplomacia turca, Hakan Fidan, considerou por sua parte, em uma entrevista publicada no sábado pelo jornal japonês Nikkei, que um acordo estava "mais perto que nunca".

Ante o "impacto internacional (...) imenso" do bloqueio do Estreito de Ormuz, a solução desta questão é "prioritária com respeito aos temas nucleares", afirmou.

A guerra causou milhares de mortos e faz balançar a economia mundial ao disparar os preços do petróleo. O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) alertaram na sexta-feira sobre o risco de uma escassez de petróleo.

Entre suas demandas a Washington, o Irã também reclama o fim dos combates no Líbano, onde desde 2 de março se enfrentam seu aliado, o movimento islamista xiita Hezbollah, e Israel.

Israel voltou a bombardear neste sábado o sul do Líbano e seu exército segue avançando em território libanês, apesar de um cessar-fogo teoricamente...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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