Estados Unidos e Irã mantêm posições contrapostas sobre a abertura do Estreito de Ormuz
Posições antagônicas sobre o Estreito de Ormuz
A situação do Estreito de Ormuz gerou incertidumbre neste domingo, com declarações contrapostas de Estados Unidos e Irã a respeito de sua operatividade. Enquanto o presidente estadunidense Donald Trump assegurou em uma entrevista com o canal NBC News que o estreito permanece aberto ao tráfego comercial, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), controlada pelo Irã, anunciou que o trânsito não é possível após operações militares recentes.
O Comando Central estadunidense (Centcom) apoiou essa posição, afirmando que a passagem está disponível para todas as embarcações que desejem transitar legalmente.
Irã não controla o estreito. O tráfego flui, publicou a entidade em sua conta oficial de X.
Anúncio de restrições por parte do Irã
Por sua vez, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico emitiu um comunicado no qual apontou:
Informamos a todos os estimados solicitantes: devido aos recentes movimentos ilegais das forças militares dos Estados Unidos na região, atualmente não é possível a passagem pelo Estreito de Ormuz.
Apelos pela desescalada regional
Diante da escalada de tensões, o Paquistão, principal mediador entre Estados Unidos e Irã, pediu uma desescalada imediata do conflito. O ministro de Relações Exteriores paquistanês, Ishaq Dar, instou as partes a seguir o caminho da desescalada e a agir com contenção, tal como se acordou no Memorando de Entendimento de Islamabad em junho de 2026. O chefe da diplomacia paquistanesa enfatizou que o diálogo constitui a única via factível para resolver as disputas.
Incidentes reportados na região
As autoridades omanienses denunciaram ataques com drones em seu território, segundo a agência oficial de notícias ONA, que citou fontes de segurança nacional indicando que vários sítios na região de Musandam foram alvo de ataques com drones. Posteriormente, o ministério de Relações Exteriores reconheceu a autoria do Irã e acrescentou que também foi atacada a região de Al Wusta, no centro do país.
O subsecretário de Relações Exteriores omaniense, Khaled Al Muslahi, convocou o embaixador do Irã para apresentar-lhe uma nota de protesto pelos incidentes.
O Exército da Jordânia informou que três mísseis caíram em vários pontos do país, causando danos materiais menores sem registrar vítimas. As Forças Armadas jordanianas confirmaram que três mísseis procedentes de território iraniano caíram no amanhecer de hoje, domingo, em vários pontos do território do Reino, sem que se registrassem vítimas e causaram danos materiais menores.
Posição de mediadores internacionais
O primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, declarou em uma entrevista com a NBC News que considera que o presidente Trump busca esgotar todas as possibilidades de alcançar um acordo, especialmente no que diz respeito à questão nuclear, por meio das negociações.
Por sua parte, o Governo do Catar, que também atua como mediador entre Washington e Teerã, condenou os operativos militares recentes e expressou sua preocupação ante a escalada regional.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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