Estados Unidos e Irã assinam memorando de entendimento com negociações pendentes
Acordo inclui reabertura do Estreito de Ormuz e estabelece prazo de 60 dias para negociar acordo definitivo sobre programa nuclear
Memorando de entendimento em vigor
O memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, anunciado na quarta-feira, inclui a reabertura do Estreito de Ormuz e estabelece o marco para negociar um acordo definitivo sobre assuntos pendentes. O presidente Donald Trump o apresentou como uma importante vitória para os Estados Unidos durante uma conferência de imprensa na cúpula do G7 na França.
Ambos os países confirmaram que o memorando foi assinado eletronicamente na quarta-feira e já se encontra em vigor.
Desafios nas negociações futuras
Funcionários estadunidenses confirmaram em uma conferência telefônica que ainda existe um extenso caminho por percorrer para alcançar um acordo de paz definitivo e integral. O objetivo principal é impedir que Irã desenvolva armas nucleares.
Embora Trump tenha afirmado que o acordo garante que Irã nunca comprará, desenvolverá nem produzirá uma arma nuclear, o texto do acordo não chega a tais alcances. Em vez disso, a prorrogação da trégua inicia uma corrida contra o relógio de 60 dias para que ambas as nações alcancem um pacto nuclear duradouro.
Para contextualizar a complexidade destas negociações, a administração Obama levou 20 meses para alcançar o acordo nuclear original com Irã em 2015.
Compromissos sobre urânio enriquecido
O texto do acordo compromete Irã a reduzir o grau de enriquecimento de suas reservas de urânio altamente enriquecido, sob a supervisão do Organismo Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Um funcionário estadunidense qualificou esta medida como uma concessão significativa por parte do Irã. No entanto, todos os detalhes técnicos sobre a implementação e os prazos ainda devem ser definidos durante o período de negociação de 60 dias que começará após a assinatura prevista para sexta-feira.
Questão dos fundos para reconstrução
Trump afirmou que Estados Unidos não entregará dinheiro a Irã, ponto que considera chave em sua diferenciação com relação ao acordo anterior da administração Obama, que realizou um pagamento de US$1.700 milhões a Irã em 2016.
Não obstante, o texto do acordo estabelece que Estados Unidos colaborará com parceiros regionais para elaborar um plano definitivo e de mútuo acordo, dotado com no mínimo US$300.000 milhões, para a reconstrução do Irã.
Um funcionário estadunidense afirmou que o acordo não obriga Estados Unidos a pagar dinheiro direto a Irã. No entanto, a redação do acordo é ambígua e parece deixar aberta a possibilidade de que Estados Unidos realize finalmente alguns pagamentos a Irã como parte de uma solução negociada.
Reações políticas
O acordo gera expectativas divergentes. Alguns legisladores do Congresso exigem sessões informativas sobre os termos do acordo e pedem explicações do governo devido às interrogações que gera.
Diversos republicanos manifestaram ceticismo com relação ao memorando, considerando a ambiguidade em vários aspectos-chave do documento.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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