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Economia

Especialistas destacam importância da transparência fiscal segundo recomendações do FMI

06/07/2026 12:05 3 min lectura 17 visualizações
Especialistas destacan importancia de transparencia fiscal según recomendaciones del FMI

Transparência fiscal como eixo central

Após as recomendações dos técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI), economistas concordam que o Governo precisa transparentar as contas fiscais, oferecendo atenção especial para que as dívidas com fornecedores sejam registradas adequadamente. Os especialistas sustentam que o principal risco do país é perder credibilidade diante dos potenciais investidores.

Método de devengado proposto

Segundo Rodrigo Ibarrola, economista do Centro de Análise e Difusão da Economia Paraguaia (Cadep), a recomendação específica do organismo aponta para a utilização do método de devengado, um mecanismo que busca refletir a realidade financeira em um período determinado, diferentemente do método de caixa, que apenas registra movimentos quando entra ou sai dinheiro.

"Menciona-se que a situação econômica continua sendo sólida e solvente, mas essas recomendações surgem de um fato: eles claramente observaram que o déficit fiscal não era o que o Governo dizia. O devengado é uma recomendação pontual e seria que o que se gaste seja contabilizado. Essa é basicamente a sugestão: que se transparente", explica Ibarrola.

Planejamento e credibilidade

O especialista acrescenta que parte do conselho do FMI enfatiza o plano financeiro estatal, instando a que seja elaborado de acordo com o que realmente poderá ser executado durante o respectivo período fiscal. Ibarrola qualifica de "perigosa" uma eventual perda de credibilidade, já que terminaria deteriorando a imagem do país.

"O perigo é que as contas fiscais que o Governo divulga não ofereçam confiança, então a imagem se deteriore e isso termine impactando na percepção dos potenciais investidores. Não é apenas ter uma estratégia, recomenda-se que se comunique e que inspire confiança", afirma.

Metas de déficit fiscal e ancras de dívida

Com respeito à meta de déficit fiscal projetada em 1,5% do PIB para este ano, o economista sustenta que, segundo se reconhece no texto do FMI, isso não se concretizaria nem mesmo para 2027.

O organismo internacional recomenda avaliar a aplicação de outra regra como âncora para a política fiscal, apontando para um instrumento que seja variável e que não considere apenas esse indicador, mas também a dívida. Os técnicos do FMI assinalavam a respeito: "Entre os aspectos que devem ser levados em conta figuram a introdução de uma âncora de dívida com objetivos de déficit operacionais calibrados a fim de garantir que a dívida pública se mantenha abaixo dessa âncora com uma alta probabilidade".

Perspectivas complementares

O economista Luis Rojas também concorda quanto à urgência de transparentar as contas fiscais. Assinala que as dívidas não contabilizadas poderiam duplicar o déficit fiscal do último ano, razão pela qual estima que o 2% reportado se situaria na realidade em 4% do PIB.

Rojas enfatiza a necessidade de complementar a análise macroeconômica com uma perspectiva mais micro que considere o impacto na qualidade de vida da população, acesso a bens e serviços e renda dos cidadãos.

Outras recomendações do FMI

As sugestões do organismo internacional também incluem o trabalho do Governo na elaboração de um novo marco fiscal, incremento dos recursos fiscais e estabelecimento de âncoras para a dívida pública.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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