Especialistas concordam com necessidade de reajuste nas tarifas da ANDE
Especialistas do setor energético concordaram com a necessidade de um reajuste nas tarifas da Administração Nacional de Electricidad (ANDE) para cobrir os custos de fornecimento e financiar os investimentos requeridos, embora tenham advertido que este ajuste deve acompanhar-se de uma forte redução das perdas comerciais do sistema.
Victorio Oxilia Dávalos, especialista em energia, apoiou a proposta contida em um estudo realizado pelo Centro de Estudios de la Actividad Regulatoria Energética (Ceare) da Universidade de Buenos Aires, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a solicitação da própria ANDE. O relatório sugere elevar de maneira gradual a tarifa média de USD 49,2 por megavatt-hora (MWh) a USD 68,6 por MWh entre 2026 e 2030, o que representa um incremento acumulado de 39,4%.
Oxilia Dávalos destacou ontem a confiabilidade do Ceare e ressaltou que as tarifas propostas devem cobrir os custos econômicos reais de fornecimento e incluir recursos para futuras inversões. Explicou que a energia fornecida a maior tensão (220 kV ou 500 kV) resulta menos custosa para a ANDE, enquanto que a de baixa tensão – a que chega aos lares – é a mais cara de distribuir e, ao mesmo tempo, a mais sensível do ponto de vista político pelas tarifas sociais aplicadas.
O especialista apontou que as perdas comerciais são particularmente elevadas em média e baixa tensão. Estimou que as perdas em distribuição deveriam situar-se em torno de 10%, embora reduzi-las implique custos crescentes. Segundo seus cálculos, as perdas comerciais equivalem energeticamente a quase toda a geração da central Acaray durante dois anos e meio, e representam aproximadamente USD 75 milhões anuais apenas por furtos, considerando custos médios de geração.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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