Especialistas analisam os desafios das micro e pequenas empresas no novo cenário do comércio global
Jornada de análise sobre competitividade empresarial
O Ministério da Indústria e Comércio (MIC), junto com as embaixadas dos Estados Unidos e da República da China (Taiwan), realizaram as jornadas da oficina "Fortalecimento da competitividade das micro e pequenas empresas diante dos novos desafios globais". Durante a atividade, desenvolveu-se uma mesa redonda com jornalistas de diferentes meios de imprensa, onde especialistas internacionais abordaram os principais desafios que essas empresas enfrentam no contexto econômico mundial.
Importância da informação e da digitalização
Participaram Raúl Ramírez, CEO da Ideaworks de Honduras, e Santiago Fraga da Fundación Libertad da Argentina. Ambos compartilharam experiências sobre a realidade das micro e pequenas empresas em seus respectivos países e coincidiram em destacar a importância do acesso à informação e o papel dos comunicadores para fortalecer o jornalismo de investigação como ferramenta para impulsionar o desenvolvimento.
Os expositores enfatizaram o papel da tecnologia e da digitalização para o crescimento das micro e pequenas empresas, destacando sua relevância como transformação digital para impulsionar o setor, levando em conta que representam cerca de 98 % do tecido empresarial do Paraguai.
Impacto de mudanças nas relações comerciais: o caso de Honduras
Raúl Ramírez apresentou a experiência de Honduras quanto a mudanças em suas relações comerciais internacionais. Explicou que antes da reorientação de vínculos comerciais, Taiwan recebia mais de 50 % das exportações hondurenhas de camarão sem aplicar tarifas. Porém, após a mudança de direção comercial, indicou que o novo parceiro comercial não alcança esse volume de importação e aplica tarifas próximas a 21 %.
Segundo o expositor, essa situação gerou efeitos econômicos significativos para o setor. Ramírez sustentou que esse cenário afetou mais de 420 famílias que dependem diretamente da produção de camarão, muitas das quais tiveram que migrar para outros países devido à diminuição da atividade. Destacou também que decisões dessa natureza requerem uma análise detalhada de seu impacto antes de serem implementadas.
Evolução do comércio entre América Latina e China
Santiago Fraga apresentou resultados de um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), sobre a evolução do comércio entre América Latina e o Caribe (ALC) e China. Conforme os dados expostos, o intercâmbio comercial entre ambas as regiões apresentou um crescimento significativo, multiplicando-se por 35 entre 2000 e 2022, ao passar de pouco mais de USD 14.000 milhões para quase USD 500.000 milhões.
Esses dados refletem a crescente relevância das relações comerciais na região e a importância de que as micro e pequenas empresas contem com ferramentas, informação e estratégias adequadas para competir nesse cenário global em transformação.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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