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Paraguai

Especialistas analisam estratégias para fortalecer a matriz energética do Paraguai

03/08/2026 01:45 3 min lectura 12 visualizações

Especialistas em temas energéticos analisaram a situação do setor elétrico nacional e as estratégias requeridas para fortalecer a matriz de geração de energia no Paraguai.

Mauricio Bejarano, viceministro de Minas e Energias, destacou a importância de estabelecer bases institucionais sólidas antes de implementar novas políticas. "Nós consideramos que primeiro é preciso buscar a institucionalidade; há uma mudança de paradigma que o Paraguai precisa ter para que aconteça a geração e um modelo diferente do que vínhamos tendo das tarifas", expressou durante sua participação no programa "Fuego Cruzado" transmitido pelo canal GEN e Universo 970 AM/Nación Media.

O viceministro sinalizou a necessidade de criar um Ministério de Energia como parte das reformas estruturais. Indicou que existem dois projetos de lei elaborados que serão apresentados ante o Congresso Nacional para estabelecer um ente regulador energético que abrange tanto o setor elétrico quanto o gasífero, requisito fundamental para atrair investimento privado em novas fontes de geração.

"Então, qualquer uma das variáveis que se possa manejar se não existe essa estrutura institucional, paradigmática com uma mudança paradigmática, nós não vamos conseguir", sublinhou Bejarano, que recordou experiências prévias em matéria de licitações públicas internacionais, como a iniciada no Rio Ypané no ano 2017.

Explicou que um ente regulador independente permitiria contar com tarifas atualizadas e acordes à realidade econômica atual, considerando o impacto da incorporação de novas fontes energéticas. "Isso sim, se não o faz um ente regulador com regras claras, com uma estrutura de custo clara; estamos em graves problemas", advertiu.

Consenso setorial para enfrentar desafios

Por sua parte, o engenheiro Ángel María Recalde, presidente do Instituto de Profissionais Paraguaios do Setor Elétrico (IPPSE), qualificou de "excelentes" as novas regras que regerão o mercado energético. Sinalizou que Ande conta com a documentação necessária para licitar 140 megawatts em Loma Plata, embora tenha expressado preocupação sobre a viabilidade de concretizar esta iniciativa no contexto atual.

Recalde advogou por um consenso amplo entre todos os setores para desenvolver soluções integrais. "Temos que realmente ser criativos, temos que nos colocar de acordo todos: setor público, setor privado, a classe política, a dirigência, seja empresarial, sindical, nos colocarmos de acordo para ajudar neste processo e sair disso", enfatizou.

O engenheiro considerou fundamental evitar a deterioração dos serviços. Advertiu sobre os efeitos negativos dos cortes no fornecimento elétrico, qualificando-os como um "estancamento" que representa um retrocesso para o desenvolvimento nacional.

Ambos os especialistas coincidiram em que as mudanças institucionais, normativas e a adoção de um novo paradigma regulatório são condições essenciais para que o Paraguai possa acessar investimento privado significativo e diversificar suas fontes de geração energética no médio prazo.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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