Especialista alerta sobre riscos microbiológicos em telefones celulares
Os telefones celulares acompanham as pessoas durante a maior parte do dia em espaços como a rua, o trabalho, o transporte, durante as refeições e até mesmo na cama. Porém, essa exposição constante pode converter esses dispositivos em depósitos de microorganismos.
Microorganismos em dispositivos móveis
O médico geral russo Andréi Kondrakhin alertou que uma higiene deficiente do telefone pode favorecer a transmissão de diferentes infecções. Entre os microorganismos que podem ser encontrados nesses dispositivos está o Staphylococcus aureus, uma bactéria capaz de provocar lesões e infecções na pele.
O especialista enfatizou também a Escherichia coli (E. coli), devido à facilidade com que uma pessoa pode trasladar microorganismos do telefone para as mãos e posteriormente para os alimentos. Um cenário comum é quando alguém manipula seu celular, toca comida com as mesmas mãos e termina levando esses microorganismos diretamente à boca.
Telefones como veículos de transmissão viral
Kondrakhin apontou que os telefones podem atuar como superfícies onde permanecem distintos microorganismos, incluindo vírus como o da gripe. O problema se acentua quando o aparelho passa constantemente das mãos ao rosto, à boca ou aos alimentos.
Uma pesquisa publicada em 2020 na revista Travel Medicine and Infectious Disease analisou 56 estudos realizados em 24 países e concluiu que os telefones móveis podem funcionar como veículos para a transmissão de microorganismos. Os pesquisadores da Universidade Bond, na Austrália, descreveram esses dispositivos como uma espécie de
"cavalo de Troia" capaz de contribuir para a propagação de infecções microbianas, especialmente durante epidemias e pandemias.
Medidas preventivas recomendadas
Kondrakhin recomendou incorporar a limpeza do celular à rotina diária. Uma das medidas sugeridas é utilizar pelo menos uma vez ao dia toallitas apropriadas para desinfectar o aparelho.
Também aconselhou evitar levar o telefone para a cama e reforçar medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com frequência e utilizar antissépticos quando necessário. Essas práticas simples podem contribuir para reduzir significativamente o risco de transmissão de microorganismos patogênicos na vida cotidiana.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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