Enfermeiras se manifestam em seu dia: Denunciam precariedade laboral e salários indignos
Cada 12 de maio se comemora o Dia Internacional da Enfermagem, uma data estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No Paraguai, distintos gremios aproveitaram a ocasião para alçar a voz e reclamar direitos, entre eles melhorias salariais e condições laborais mais dignas.
"Desde o Sindicato Autêntico de Defesa do IPS (Sinadips), realizamos, pelo Dia Internacional das Enfermeiras, um ato de comemoração e protesto pelos seguintes pontos: pela rebeldia e resistência das enfermeiras do IPS, assim como pelos nossos reclamos de justiça para a enfermagem no IPS, contra o abandono sem precedentes das enfermeiras e enfermeiros, contra a pior condição laboral das enfermeiras do IPS, com assédios, discriminação, maus-tratos, salário indigno, sobrecarga laboral e carências para os segurados", mencionou Marina Ayala, secretária-geral do gremio.
A gremialista agregou que são atualmente cerca de 4.300 enfermeiras que estão percebendo menos que o salário mínimo vigente por seus labores dentro da previdenciária, o qual é inadmissível. Assim também, indicou que foram atendidas pelo atual titular do IPS, Dr. Isaías Fretes, com quem sustentaram um diálogo esperançoso.
Por sua parte, a licenciada Mirna Gallardo, titular da Associação Paraguaia de Enfermagem (APE), expressou que a enfermagem é uma profissão científica, humana e estratégica e merece ser reconhecida como tal.
"Temos dado pequenos passos, mas ainda há uma brecha latente, dar a conhecer o tema dos contratados, o tema do seguro, o salário, isso é inadmissível. Aproveitamos ontem a mesa de trabalho com Fretes e ele se mostrou interessado, reconheceu a labor das enfermeiras e isso é um horizonte promissor para reverter a situação", indicou Gallardo.
A maioria das quase 8.000 enfermeiras do IPS suporta uma sobrecarga laboral pela falta de pessoal de enfermagem, sem a mínima consideração da Direção de Enfermagem. "A diretora, licenciada Marina Barrios, longe de apoiar o pessoal de enfermagem, se encarrega de dar impunidade e respaldo aos maus-tratos que realizam os chefes e chefas das distintas dependências da previdenciária, especialmente no Ingavi, onde mais de 1.200 enfermeiras e enfermeiros padecem as piores condições laborais", expressou o gremio em um comunicado.
A nível país, estão se dando pequenos avanços com a lei de carreira que estabelece o escalafão da profissão de Enfermagem de 2020 e a vigência em 2022, destacou a presidenta da APE.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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