Três formas divertidas de proteger a saúde cerebral durante o envelhecimento
A importância de desafiar nosso cérebro
Nosso cérebro tende naturalmente a tomar atalhos mentais como estratégia evolutiva para conservar energia. No entanto, a redução do esforço mental poderia afetar negativamente nossa longevidade e saúde geral.
Segundo pesquisadores, o período de "vida saudável" — o tempo que as pessoas desfrutam de boa saúde — está diminuindo em muitas partes do mundo. À medida que as pessoas vivem mais anos, tende a aumentar o número de anos que passam com problemas de saúde.
A boa notícia é que existem medidas concretas que podem ser adotadas para promover uma vida cerebral mais prolongada. Quando participamos de atividades desafiantes, construímos o que se conhece como "reserva cognitiva", a qual exerce um efeito protetor sobre o cérebro.
"Qualquer que seja nossa idade, há coisas que podemos fazer — em maior ou menor medida — que poderiam dar um pequeno impulso a nossas habilidades cognitivas", aponta o psicólogo Alan Gow, da Universidade Heriot-Watt em Edimburgo.
Proteger o hipocampo: chave para a prevenção
Uma estratégia fundamental para se proteger contra o deterioro cognitivo consiste em focar no hipocampo, a área cerebral responsável pela navegação espacial. Acredita-se que esta zona é a primeira parte do cérebro afetada por doenças neurodegenerativas, anos antes de que comecem a manifestar-se sintomas visíveis.
"Há anos sabemos que as pessoas com Alzheimer frequentemente se desorientam; este costuma ser um dos sintomas iniciais", explica o neurologista Dennis Chan, do University College London, especializado na detecção precoce de doenças cerebrais.
Estudos revelam que os motoristas de ambulâncias e táxis apresentam taxas mais baixas de mortalidade associada a doenças neurodegenerativas em comparação com outras profissões. Isto se deve ao fato de que esses motoristas exercitaram em maior medida seu cérebro em tarefas de processamento espacial.
Proteger esta zona do cérebro poderia contribuir para prevenir ou retardar o aparecimento de sintomas relacionados ao deterioro cognitivo.
Mudanças graduais para resultados sustentáveis
A transformação de hábitos não requer mudanças radicais. Basta com introduzir pequenas mudanças graduais nos âmbitos físico, social e mental para proteger nosso cérebro de maneira efetiva.
"Quanto mais cedo identificarmos os deterioros cognitivos, mais rapidamente poderemos tomar medidas a respeito", destaca Dennis Chan.
Estas atividades podem ser simples, acessíveis e gratificantes. O fundamental é manter a consistência e escolher aquelas que se adaptem melhor a cada pessoa e seu estilo de vida.
A evidência científica demonstra que o cérebro mantém sua capacidade de adaptação e crescimento ao longo de toda a vida. Por isso, nunca é demasiado tarde para começar a investir na saúde cognitiva mediante atividades desafiantes e estimulantes.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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