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Saúde

IPS: enfermeiras denunciam maus-tratos, salário indigno e sobrecarga laboral

12/05/2026 11:15 3 min lectura 0 visualizações
IPS: enfermeras denuncian maltratos, salario indigno y sobrecarga laboral

Enfermeiras e enfermeiros do IPS se mobilizaram nas primeiras horas desta terça-feira em comemoração do Dia Internacional da Enfermagem. Os profissionais de branco denunciaram que são vítimas de maus-tratos, salário indigno e sobrecarga laboral.

"Não temos muito para celebrar, porque estamos em piores condições salarialmente, também há assédios laborais, muita pressão e escassez de pessoal de enfermagem", manifestou Marina Ayala, secretária sindical do SINADIPS, no programa "Arriba hoy" do canal GEN e Universo 970 AM/Nación Media.

Decidiram recorrer à manifestação diante da situação precária que vivem, em especial, as pessoas contratadas, indicou a dirigente sindical. "Apesar de que o Congresso aprovou uma soma de 45 mil milhões de guaranis para a equiparação salarial das companheiras contratadas há sete meses não está sendo aplicada", sentenciou.

Mencionou além disso que há mais de 3 mil enfermeiras que não possuem a categoria salarial que corresponde e somam 15 anos sem reajuste salarial. "A pior situação estão passando as companheiras contratadas no IPS", afirmou.

Mencionou que atualmente, no Instituto de Previsão Social, as contratadas recebem G. 2.700.000 e as que possuem categoria de permanentes, o pico mais alto que recebem é G. 4.600.000 e a maioria com salário de G. 3.000.000, conforme informações da entidade.

"Então, de todos os ângulos, há uma injustiça salarial com as companheiras e pior o caso das contratadas tendo a mesma carga horária, a mesma situação laboral, as mesmas situações precárias, falta de ferramentas, falta de insumos, de medicamentos", apontou.

A carga horária é de 120 horas mensais e 30 horas semanais no IPS. "É igual o trabalho, inclusive as companheiras contratadas são exploradas no sentido que vivem em sobressalto e ameaças constantes. Não há cobertura de férias, não há cobertura de maternidade", pontualizou.

A precariedade salarial as obriga a buscar outros meios de renda. "As companheiras e companheiros não têm mais remédio senão sair para buscar em outro lugar trabalho seja na mesma profissão ou de outro tipo para poder suportar seus gastos, as necessidades de seus filhos", assegurou.

Por outro lado, quanto aos maus-tratos. "Principalmente, sofremos maus-tratos salariais pela precária remuneração, e também maus-tratos no local de trabalho pelos chefes sem ter ferramentas até são obrigadas a realizar trabalho de limpeza, traslado, fornecedor", acrescentou. Se reuniram com o doutor Isaías Fretes, a quem encaminharam suas inquietações e esperam respostas.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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