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Paraguai

Enchente do rio Paraná afeta mais de 120 famílias em San Cosme y Damián

Emergência em localidades ribeirinhas do Itapúa com possível prolongamento até o próximo ano

13/10/2026 20:00 4 min lectura 29 visualizações

Emergência em localidades ribeirinhas

No distrito de San Cosme y Damián, localizado no departamento de Itapúa, a enchente do rio Paraná afeta mais de 120 famílias. Este fenômeno natural mantém em alerta a localidade, onde mais de uma centena de famílias foram impactadas pelas inundações.

A situação alcança Atinguy, Puerto Carrizal, a zona alta, San Pablo e a ilha Yacyretá, enquanto as autoridades indicam que a contingência poderia se prolongar até o próximo ano.

O vereador e comandante departamental dos Bombeiros Amarelos, Ramón Ferreira, informou que a emergência superou as estimativas iniciais e requer uma resposta coordenada entre as instituições para assistir aos sinistrados.

Causas da inundação

A situação não responde apenas às chuvas locais, mas também ao vertimento de água pela abertura de comportas da represa de Aña Cuá e da Entidade Binacional Yacyretá (EBY). Este vertimento de água afeta várias comunidades da região.

Em Atinguy, as inundações estão relacionadas ao aumento da vazão à jusante de Aña Cuá. Enquanto isso, na ilha Yacyretá e outros setores, como a ilha Paloma, os pobladores começaram a sofrer com alagamentos após a recente abertura de comportas da usina hidrelétrica.

Por outro lado, sete famílias dedicadas à pesca na ilha San Pablo recebem assistência com barracas para continuar com suas atividades, já que possuem residências fora da ilha. A situação mantém em alerta as comunidades ribeirinhas, que devem adaptar suas atividades às condições do rio.

Garantir espaços seguros

Um dos principais desafios é garantir um lugar seguro para as famílias que vivem nas zonas mais vulneráveis. Em Puerto Carrizal, trabalha-se junto ao Ministério de Urbanismo, Habitação e Habitat (MUVH) e à EBY para gerenciar soluções habitacionais definitivas na zona alta, com o objetivo de reduzir os riscos frente a futuras enchentes.

No marco dessas gestões, os pobladores se comprometeram a não trasladar crianças nem menores de idade para a faixa baixa, que será utilizada exclusivamente para as tarefas relacionadas à pesca.

Atualmente, funcionam cerca de 35 abrigos construídos com chapa e compensado, onde se abrigam aproximadamente 80 pessoas. Ante a necessidade de trasladar outros 20 a 40 pobladores, solicitaram-se 20 módulos adicionais à Secretaria de Emergência Nacional (SEN). O envio foi coordenado pelo ministro Arsenio Zárate para reforçar a assistência às famílias sinistradas.

Infraestrutura viária e educativa em risco

A enchente também gera preocupação pelo estado da infraestrutura viária. A rota D022 voltou a apresentar trincas após os trabalhos de reparo realizados anteriormente, devido às novas chuvas e à umidade.

Ferreira explicou que uma resolução do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) desvincula a responsabilidade da instituição sobre o tramo até a barreira, portanto a trafegabilidade depende da EBY. Como alternativa de contingência, contempla-se utilizar o talude de proteção pavimentado para realizar evacuações ou prestar assistência em situações pontuais.

Outro ponto crítico é a escola Martí de Costaño, localizada sobre um terreno argiloso à beira do rio, que ficou à beira da água. Ante o risco de possíveis falhas estruturais, prevê-se gerenciar reparos por via de exceção ante o Ministério de Educação e Ciências (MEC), a fim de preservar a infraestrutura e garantir condições seguras para a comunidade educativa.

Serviços de saúde na zona

No âmbito sanitário, o posto de saúde de Atinguy dispõe de uma única profissional enviada pelo Ministério de Saúde, o que limita a capacidade de atender demandas de saúde da população afetada pela enchente e exige reforço dos serviços médicos na região.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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