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Internacional

Emirados Árabes Unidos anuncia sua saída da OPEP após quase 60 anos

28/04/2026 13:45 3 min lectura 31 visualizações
Emiratos Árabes Unidos anuncia su salida de la OPEP tras casi 60 años

Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciou oficialmente sua decisão de abandonar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no próximo mês, após ter sido membro durante quase 60 anos.

O país comunicou nesta terça-feira que esta decisão estratégica lhe permitirá satisfazer melhor a crescente demanda mundial de energia a longo prazo, aproveitando os investimentos recentes realizados para aumentar sua capacidade de produção.

O ministro de Energia da nação do Golfo explicou que, ao se tornar um país sem obrigações vinculantes em relação ao grupo, EAU desfrutará de uma maior flexibilidade em suas decisões de produção.

História e composição da OPEP

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo foi estabelecida em 1960 por cinco países fundadores: Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela. Seu objetivo principal é defender os interesses dos principais exportadores de petróleo mediante a coordenação da produção, assegurando receitas estáveis para seus membros.

Ao longo dos anos, o número de países membros tem flutuado. Atualmente, além dos cinco membros fundadores, a organização inclui Argélia, Guiné Equatorial, Gabão, Líbia, Nigéria e República do Congo.

Emirados Árabes Unidos se incorporou à OPEP em 1967, e sua saída deixará a associação com 11 membros. A organização também conta com uma aliança mais ampla conhecida como OPEP+, que inclui outros 10 membros alheios à OPEP.

Impacto no mercado energético

Saul Kavonic, chefe de pesquisa energética na MST Financial, assinalou a importância desta decisão:

"Com a saída dos Emirados Árabes Unidos, a OPEP perde cerca de 15% de sua capacidade e a um de seus membros mais disciplinados"

A decisão se produz em um contexto complexo para o mercado energético mundial. O Banco Mundial advertiu sobre disrupções no fornecimento de petróleo devido a conflitos no Oriente Médio, o que gerou projeções de aumentos nos preços da energia.

A instituição financeira internacional prevê que os preços da energia poderiam aumentar em média cerca de 25% este ano. Além disso, estima-se que poderiam transcorrer até seis meses antes que o tráfego marítimo através do estratégico estreito de Ormuz retome seus níveis anteriores.

Perspectivas futuras

Segundo economistas especializados, EAU realizou investimentos significativos para potencializar sua capacidade de produção e mostrou interesse durante muito tempo em aumentar sua extração de petróleo.

David Oxley, economista-chefe especializado em clima e matérias-primas da Capital Economics, indicou que esta saída poderia resultar em preços do petróleo mais baixos, embora também pudesse gerar maior volatilidade no mercado durante as próximas décadas.

O especialista acrescentou que, embora EAU represente um ator de menor envergadura comparado com outros membros, as repercussões poderiam ser significativas se outros países decidirem seguir o mesmo caminho, ou se nações como Rússia e Arábia Saudita optarem por intensificar sua produção.

Carole Nakhle, diretora executiva da Crystol Energy e secretária-geral do Clube Árabe da Energia, comentou que a decisão dos EAU "vem sendo gestada há muito tempo", sugerindo que era uma medida esperada no setor energético.

A saída dos EAU da OPEP marca um momento significativo na história da organização e poderia influir na dinâmica do mercado petroleiro mundial nos próximos anos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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