Em Rimini, o Papa León XIV pede coragem ao enfrentar a desigualdade
Ao falar no influente "Encontro pela amizade entre os povos", em Rimini, León chamou a trazer à luz "as estruturas injustas de poder que estão na raiz da pobreza, da desigualdade, da guerra e das catástrofes ambientais".
"Desarmemos o desenvolvimento tecnológico cada vez que se torne invasivo e destrutivo", disse o pontífice, que pediu que os "pioneiros valentes" abram o caminho.
"Que não haja apenas aqueles que ateiam as chamas do cansaço e do desespero; que haja também aqueles que reacendem os sonhos e as visões", pediu.
O papa passou a manhã deste sábado em San Marino, um enclave de 60 quilômetros quadrados e 33.000 habitantes nos Apeninos.
Após um serviço de oração na basílica local, o chefe da Igreja católica viajou de helicóptero até a popular cidade costeira de Rimini, à beira do mar Adriático.
O denominado "Encontro de Rimini" é um destacado acontecimento que mistura religião, cultura e política, e que atrai a cada verão centenas de milhares de visitantes.
Historicamente, o evento esteve estreitamente vinculado ao movimento democristão, o já desaparecido partido político católico de centro que dominou a política italiana durante quase 50 anos após a Segunda Guerra Mundial.
Nesta edição da reunião de Rimini participam também o patriarca latino de Jerusalém, o cardeal Pierbattista Pizzaballa, e os dois vice-primeiros ministros italianos, o titular de Relações Exteriores, Antonio Tajani, e o de Transportes, Matteo Salvini.
Na cidade costeira, o papa fez uma breve visita a uma exposição dedicada a Santo Agostinho, o teólogo cristão do século V que estabeleceu, no século XIII, as bases da ordem agostiniana, à qual León XIV pertence.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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