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Economia

Economista propõe ampliar o déficit fiscal a 6% para impulsionar investimento em infraestrutura

17/08/2026 02:45 3 min lectura 2 visualizações

Análise sobre o déficit fiscal e o investimento público

O economista Sergio Sapena, diretor da consultora SPP Economía, considera que a margem do déficit fiscal deveria ser ampliada até 6%, já que o teto atual limita o investimento em infraestrutura, um aspecto estratégico para atrair investimento estrangeiro. O profissional participou por videoconferência no programa "Fuego cruzado" do canal GEN/Nación Media, espaço que também contou com a participação de Manuel Alarcón, ex-ministro da Economia, e Mirtha Coronel, economista sênior da Mentu.

Oportunidades de investimento internacional

"Há que destacar que a promoção do país feita pelo Governo foi muito frutífera", expressou Sapena. O economista sinalizou que o país ganhou visibilidade internacional, o que gerou interesse de potenciais investidores. Mencionou que empresas com grau de investimento como Atome, Paracel e Uranium Energy já estão operando no Paraguai e poderão acessar benefícios da promoção. No entanto, alertou sobre a necessidade de descongestionar o país para que esse investimento seja efetivamente produtivo. "Falta descongestionar o país para que possa ser frutífero esse investimento, porque o déficit fiscal impede ao governo investir em infraestrutura e o que buscam os investidores é infraestrutura", pontualizou.

Projeções e ajustes necessários

Em sua análise da política econômica dos últimos três anos do governo de Santiago Peña, Sapena sustentou que "o cálculo que fizeram do déficit fiscal foi errado. Deve ser 4% para sincerar e eu acredito que tem que subir a 6% para reduzir o atraso que tem o país em infraestrutura". Além disso, fez referência a outras variáveis econômicas, como a taxa de câmbio, destacando que suas projeções diferiam das do Governo nesse aspecto.

Comparação internacional e advertências

O economista compartilhou comparações com experiências internacionais para ilustrar seus posicionamentos. "Também ao Chile aconteceu, que tinham uma linda fórmula, aparentemente indicadores macroeconômicos estáveis, mas reduziram o gasto público e o déficit fiscal e por isso caiu o sistema", expressou. Sapena advertiu sobre os possíveis riscos de manter uma política de redução do déficit fiscal sem investir em infraestrutura, educação, saúde e transporte, assegurando que essa estratégia poderia gerar consequências econômicas e políticas indesejadas.

Proposta de soluções

Quando consultado sobre alternativas ante o panorama atual, Sapena respondeu: "A promoção do país foi feita muito bem, mas está congestionado o país pela baixa inversão pública. Então, agora estão sem uma bússola". Criticou tanto a intenção de reduzir gastos quanto a de aumentar receitas sem antes gerar as condições necessárias, argumentando que ambas as medidas resultam inviáveis. "Para mim a saída é ampliar o déficit fiscal a 6%", concluiu.

Estratégia de emissão e expansão econômica

Em suas últimas considerações, Sapena detalhou sua proposta sobre o papel do Banco Central: "O que o Banco Central tem que fazer é ampliar o déficit, emitir mais dinheiro, baixar a taxa de juros para que aumente a circulação e se expanda a economia". Explicou que essa estratégia geraria maiores receitas fiscais no futuro, permitindo que a dívida contraída seja respaldada posteriormente. Sustentou que um aumento na circulação de dinheiro direcionado a investimento público expandiria a economia, incrementaria a arrecadação e permitiria respaldar a emissão com bônus adicionais se fosse necessário.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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