Docentes anunciam paralisação nacional para 17 e 18 de setembro
Anúncio da paralisação e expectativas de resposta governamental
O secretário da Organização de Trabalhadores da Educação do Paraguai Autêntica (OTEP-A), Gabriel Espínola, informou pela Rádio Monumental 1080 AM sobre as motivações que levaram o setor docente a convocar uma paralisação nacional de dois dias caso não recebam resposta do Governo antes de sexta-feira.
A mobilização está programada para 17 e 18 de setembro. Além disso, analisa-se a possibilidade de que os docentes se unam à greve dos médicos prevista para 22 e 23 de setembro, ambas as iniciativas relacionadas com reivindicações trabalhistas.
Reunião orçamentária prevista
Espínola explicou que nesta sexta-feira será realizada uma reunião com autoridades dos ministérios de Economia e de Educação e Ciências. O encontro abordará uma adenda orçamentária que contempla um reajuste salarial de 8%, tema que já foi objeto de conversas anteriores.
Situação orçamentária mais complexa
O sindicalista apontou que a situação apresenta maiores complexidades do que o previsto inicialmente. Segundo sua análise, o anteprojeto apresentado ao Ministério de Educação e Ciências em 30 de julho incluía aspectos positivos quanto ao crescimento vegetativo de despesas correntes como salários e serviços pessoais.
No entanto, observou uma diminuição significativa no Orçamento Geral da Nação que foi apresentado oficialmente ao Congresso para análise na Comissão Bicameral. O orçamento diminuiu de G. 75.000 milhões previstos para execução este ano para G. 19.000 milhões.
Esta redução afetaria principalmente três áreas: educação inicial, crescimento vegetativo para o terceiro ciclo e educação média, assim como a cobertura de um déficit histórico e educação inclusiva.
Falta de contratações de especialistas
Espínola também recordou que o discurso governamental contemplava a contratação de especialistas, mas até o momento não se registraram incorporações nesse sentido.
Com relação à cobertura de horas-aula, o Ministério de Economia liberou G. 37.000 milhões em setembro para cobrir 76.000 horas-aula. Esta situação gerou questionamentos sobre o que ocorreu durante os meses anteriores do ano. "Ou seja, em termos de cobertura, temos menos orçamento", apontou o porta-voz da OTEP-A.
Proposta orçamentária 2027 e demandas docentes
O Orçamento Geral da Nação 2027 incorpora G. 37.000 milhões para saldar a dívida histórica do Ministério de Educação e Ciências com o Instituto de Previdência Social (IPS) e um reajuste salarial de 2,7% baseado no índice de preços ao consumidor interanual.
Não obstante, a interssetorial docente reclama um reajuste salarial de 5%, o mesmo percentual que o Poder Executivo decretou para aumentar o salário mínimo. Além disso, demanda um 3% adicional a partir de agosto de 2027 para recuperar a diminuição de 3% que foi destinada a um maior aporte à Caixa Fiscal.
Impacto da migração estudantil
A migração de estudantes do setor privado para instituições públicas requer maior cobertura de docentes e materiais escolares, além de investimentos em infraestruturas e tecnologia. Para atender as reivindicações dos docentes estima-se necessário um investimento de aproximadamente USD 50 milhões, segundo cálculos de Espínola.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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