Divisão de gremios docentes: Gabriel Espínola acusa Silvio Piris de entregar-se ao Executivo e traição
Um setor docente, conformado por cinco gremios, confirmou paralisação nacional de 48 horas para os dias quinta-feira 17 e sexta-feira 18 de setembro, com suspensão de aulas em instituições educativas públicas, após rompimento das negociações com o Governo diante de uma oferta salarial que consideram insuficiente e a falta de respostas às suas demandas de maior investimento no setor.
O dirigente gremial Gabriel Espínola, da Otep-A e do bloco dos descontentes, acusou o gremialista Silvio Piris, da FEP, de render-se ao Executivo.
Há ainda um trecho esperando que os parlamentares tenham um maior compromisso que a própria entidade retora da educação. Este ano fomos desapropriados de um 3% que significou incrementar o aporte à Caixa Fiscal, isso está ainda pendente, sustentou Espínola.
Lamentável é a fraqueza deles mesmos, a falta de coerência da parte deles. Nós até fomos motivados por Silvio Piris porque foi quem mais propôs o 8% e agora está com uma posição de entrega e traição aos interesses da educação pública, ressaltou.
No marco dessa medida de força, Blanca Ávalos, referente da OTEP-SN, ratificou a postura dos sindicatos que decidiram não assinar o entendimento oficial com as autoridades do Ministério de Educação e do Ministério de Economia e Finanças (MEF).
No documento estão a FEP, Adofep, Educadores Agremados (EA), APE e ADP. Agora depois, seguramente, eles vão demonstrar se não assinaram ou assinaram, mas são os que estão no documento. Então, nós ratificamos nossa luta porque é a única ferramenta que nos deixam quando se esgotou o tempo para poder investir maior investimento em educação, por isso a greve se mantém para os gremios que não assinaram o acordo, sustentou Ávalos durante coletiva de imprensa.
A dirigente sindical da Otep-SN também questionou a postura oficial e advertiu sobre as pressões habituais durante essas medidas.
Seguramente haverá ameaças de Fome Zero do tema de descontos, que sempre há quando uma parte assina com as autoridades e outra parte não assina. De qualquer forma, creio que além disso, é importante seguir a luta porque os docentes querem melhorar a educação, queremos melhorar a educação, mas às vezes não há condições para fazê-lo, apontou.
Também Ávalos criticou a alocação orçamentária e o reajuste de 5% oferecido pelo Executivo (dividido em um 2,4% em janeiro e 2,6% em julho, atado à inflação).
Somente o que se fez é morneza, por exemplo, cortar o orçamento em uma parte e colocar em outra. Não dar, por exemplo, as rubricas dos aposentados, desfinanciar e usar esses mesmos financiamentos em outro aspecto. Ou seja que em qualidade, por exemplo, o 3,9% nunca melhorou a educação, manifestou.
Em outro ponto, lamentou que para o Governo não há orçamento em educação, mas sim para seus chipitas no Parlamento.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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