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Economia

Dívidas aumentam enquanto surgem críticas ao factoring

Estado deve USD 300 milhões a construtoras; setor rejeita mecanismo de financiamento proposto pelo MEF

04/06/2026 08:01 3 min lectura 14 visualizações
Deudas aumentan, mientras suman críticas hacia factoraje

A dívida do Estado com as empresas construtoras voltou a se situar em USD 300 milhões. Assim o confirmou o presidente da Câmara Paraguaia da Construção (Capaco), José Luis Heisecke, que precisou que essa cifra se mantém apesar dos pagamentos efetuados durante os meses de abril e maio.

Por outro lado, o empresário questionou a viabilidade do sistema de factoring. Segundo Heisecke, a regulamentação atual se mostra inaplicável porque as entidades financeiras descontam das companhias entre 21 e 24 por cento em conceito de juros no momento de concretizar a operação.

"Se essa ferramenta não se pratica, vamos deixar de cobrar e todos sabem qual será o final. Esperamos que isso não aconteça. Tivemos dois meses onde se levantaram os pagos, mas não nos prometeram continuar com essa rotina, porém se comprometeram a pagar os certificados mês a mês. Nos tocaria ver outra ferramenta já que o ciclo está a ponto de se romper", disse à Monumental 1080AM.

IMPOSTOS

José Luis Heisecke levantou que a solução não será um aumento de impostos, já que isso não implica que o Estado seja mais eficiente. "Temos que melhorar a qualidade do gasto e aí se entra em uma briga complexa. Ou se aumentam os impostos ou se levanta o teto fiscal, mas quem garante um melhor gasto público", expressou. "Paraguai está entre os últimos lugares em qualidade de infraestrutura. Estamos muito longe dos demais países da região", acrescentou.

TETO FISCAL

Para o economista Sergio Sapena, os atrasos nos desembolsos para os fornecedores do Estado têm relação com uma estratégia do MEF para manter o déficit fiscal em torno do compromisso de 1,5%.

Sapena afirma que a regulamentação da ferramenta é injusta para as empresas e evidencia que o Estado não dispõe dos recursos para pagar suas dívidas. Sugeriu elevar o teto fiscal.

REJEIÇÃO

A Câmara Paraguaia da Construção (Capaco), assim como a Câmara Viária Paraguaia (Cavialpa), manifestaram sua firme rejeição à proposta de factoring (troca de dívidas) apresentada pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF), argumentando que o mecanismo transfere o custo financeiro do atraso estatal diretamente ao setor privado.

Assinalam que as condições impostas fazem com que o mecanismo seja inviável de aplicação.

Cabe lembrar que desde o Governo se apresentou essa ferramenta como uma forma de dar liquidez ao setor da construção e das farmacêuticas, em meio à crise gerada pela cessação de pagamentos por parte do Estado.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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