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Política

Disputa pela Intendência de Caapucú chega à Justiça: o prefeito renunciou ou não?

Ação de amparo eleitoral questiona validade da renúncia do intendente Derlis Gustavo Penayo

03/07/2026 14:01 3 min lectura 11 visualizações
Disputa por la Intendencia de Caapucú llega a la Justicia: ¿El jefe comunal renunció o no?

A administração da Municipalidade de Caapucú encontra-se no meio de uma disputa jurídica após a apresentação de uma ação de amparo eleitoral ante o Juizado de Paraguarí.

O recurso foi interposto pelo concejal colorado Rubén Darío Pedrozo Villalba, que foi designado pela Junta Municipal local para completar o mandato de Derlis Gustavo Penayo Arce, que apresentou sua renúncia, mas depois desistiu e quer permanecer no cargo.

O conflito eclodiu após Gustavo Penayo apresentar sua renúncia voluntária no dia 2 de junho de 2026 em sessão ordinária. Na referida sessão, Penayo ratificou sua assinatura e solicitou que fosse designado um sucessor. Diante dessa situação, a Junta Municipal emitiu a Resolução nº 001/2026, mediante a qual aceitou a dimissão e a maioria elegeu o concejal Pedrozo Villalba em substituição a Penayo.

A situação administrativa deu uma reviravolta quando o intendente renunciante tentou desconhecer o trâmite anterior, alegando um vício formal pela falta de certificação de sua assinatura ante um cartório público. Por sua vez, o chefe comunal eleito para substituí-lo sustenta em sua apresentação que a renúncia é um "ato jurídico perfeito" e irreversível uma vez que foi aceita pelo colegiado, argumentando que não se pode invocar uma omissão própria para invalidar um ato público já executado.

O conflito escalou no dia 25 de junho passado, mesma data prevista para o corte administrativo. Segundo o documento do amparo, Penayo não compareceu ao ato nem entregou a documentação ou os sistemas financeiros, o que provocou um bloqueio na gestão municipal.

Entre os pontos solicitados ao juiz eleitoral de Paraguarí destacam-se a admissão do amparo para dar cumprimento ao resolvido pela Junta Municipal, a ordem imediata de entrega da administração, incluindo o gabinete e os recursos financeiros, e o auxílio da Polícia Nacional para garantir o acesso ao edifício municipal ante uma possível resistência.

Pedrozo afirma que Penayo incorreu em manobras para não entregar a administração, já que sua intenção era que um vereador afim à sua gestão assumisse o cargo. Não obstante, o intendente desistiu da reeleição devido a problemas de saúde e permanecerá no cargo até que assuma o novo intendente.

Por sua vez, Gustavo Penayo rejeitou os argumentos do amparo e assegurou que nunca apresentou uma renúncia válida. Explicou que durante a sessão de 2 de junho apenas levantou de forma verbal a possibilidade de deixar o cargo para verificar se havia respaldo político a um eventual sucessor.

Segundo afirmou, esse levantamento não constituiu uma renúncia formal porque nunca apresentou um documento com os requisitos exigidos pela lei, que estabelece que a dimissão deve ser realizada por escrito e com assinatura certificada por cartório público ou juiz de paz.

O intendente de Caapucú sustentou ainda que a própria presidenta da Junta Municipal lhe comunicou posteriormente, mediante uma resolução, que uma manifestação verbal ou uma nota simples resultavam improcedentes para formalizar uma renúncia.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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