Disputa entre fundos de investimento dos EUA aprofunda ainda mais a crise da argentina Flybondi
Um comunicado do COC Group reclamou nesta terça-feira à Cartesian Capital Group que "normalize a situação da companhia com o objetivo de dar certeza sobre a continuidade de suas operações e preservar as fontes de trabalho dos empregados".
A Cartesian ainda é proprietária da Flybondi, empresa que havia informado em junho de 2025 que a COC passava a se converter no novo primeiro acionista, mas o aporte de capital não se converteu finalmente em uma participação acionária a partir dos resultados de uma auditoria, que revelou irregularidades financeiras.
Nesta terça-feira as agências de turismo da Argentina deixaram de oferecer passagens aéreas da Flybondi para não prejudicar seus clientes e o site de internet da aerolínea deixou de funcionar.
A COC anunciou que levará aos tribunais argentinos e internacionais seu reclamo contra a Cartesian, à qual acusa de "passivos ocultos, desvios de fundos e decisões fora de toda lógica comercial".
No jueves passado, foi decretado um embargo sobre a Flybondi por incumprimento de múltiplas obrigações fiscais.
O requerimento da COC, um fundo de investimento estadounidense proprietário do argentino Leonardo Scatturice, é que a Cartesian se faça cargo e assuma responsabilidades, pois suas autoridades não respondem aos credores e ex-empregados há semanas.
"Como resultado da ausência do acionista, a companhia se vê impedida de tomar as decisões necessárias para normalizar sua situação financeira e operativa e fazer frente aos compromissos com os trabalhadores", sinalizou o comunicado da COC desta terça-feira, que também esclarece que já investiu USD 70 milhões na Flybondi.
Dezenas de ex-trabalhadores da aerolínea argentina organizaram um protesto no jueves passado no aeroporto da cidade de Buenos Aires para exigir o pagamento de indenizações e compensações salariais em meio à severa crise da companhia, que deixou na rua 700 trabalhadores.
A Flybondi foi fundada em 2016 e opera desde 2018 com base na Argentina e uma distribuição para múltiplos destinos do Paraguai e Brasil, onde a autoridade daquele país ordenou na semana passada a suspensão de venda de passagens desde e para a Argentina ante a grande quantidade de cancelamentos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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