Dezenas de milhares de pessoas manifestam contra a extrema direita na Alemanha
Alternativa para Alemania (AfD), uma formação antimigratória e pró-Rússia, obteve na semana passada cerca de 44% dos votos em Saxônia-Anhalt, um de seus redutos na antiga Alemanha do Leste, e agora busca formar o primeiro governo regional de extrema direita na Alemanha desde o final da Segunda Guerra Mundial.
Os manifestantes marcharam em grandes cidades alemãs, entre elas Berlim, Hamburgo e Munique, convocados por Prüf, uma campanha nacional que defende a proibição da AfD, conforme afirmaram os organizadores.
Nas faixas se liam lemas como "Proíbam a AfD agora" ou "A democracia não precisa de alternativas".
"Um amplo setor da sociedade civil sai às ruas para impedir que os inimigos da Constituição, a AfD em Saxônia-Anhalt, cheguem ao poder", declarou Christoph Bautz, diretor do grupo de campanha Campact, que participou das manifestações.
O crescimento da AfD preocupa parte da população, que considera que a Alemanha tem uma responsabilidade particular devido ao seu passado nazista.
Multiplicam-se os apelos para que os partidos tradicionais consigam proibir a AfD, mas há divergências no debate sobre a conveniência de iniciar um procedimento para ilegalizá-lo.
Em Berlim, onde ocorria uma contramanifestação da AfD com a presença de Kristin Brinker, sua cabeça de lista para as eleições municipais de 20 de setembro na capital, milhares de pessoas saíram às ruas, segundo a polícia.
Conforme Campact, cerca de 25 mil manifestantes marcharam em Hamburgo e 12 mil em Munique.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.