Destaque Crioulo no Chaco: Marchita confirmou o avanço de um projeto que aposta em funcionalidade e esporte
O cavalo Crioulo continua ganhando terreno no Chaco paraguaio e a última edição da Marchita Criolla voltou a pôr à prova sua adaptação e funcionalidade, em uma atividade que culminou com um leilão de valores destacados e confirmou o crescente interesse pela raça na região.
A proposta, impulsionada por Ganadera Sofía, Ganadera Chajha e Las Pampas, desenvolveu-se no Chaco Central e fez parte da abertura da Expo Rodeo Trébol, que este ano celebra seus 50 anos. A atividade combinou competência, promoção da raça e comercialização, dentro de um projeto que busca ampliar a presença do Crioulo nos estabelecimentos chaqueños.
Mauro Villamor, responsável pelo trabalho com equinos das fazendas, explicou que um dos principais objetivos de levar a Marchita ao Chaco é demonstrar, em condições reais, as características funcionais da raça.
"É uma prova de 160 quilômetros em quatro dias, onde os cavalos ficam apenas a pasto, não se pode dar ração. A ideia de fazer a Marchita no Chaco é justamente mostrar as qualidades da raça nessas condições, que são bastante extremas", sinalizou.
Para Villamor, além do componente competitivo, a atividade funciona como uma ferramenta para aproximar o Crioulo de produtores e aficionados de uma região onde o cavalo continua tendo uma forte vinculação com as tarefas rurais.
"O objetivo principal era mostrar a raça e mostrar um pouco os esportes equestres do Crioulo, que estão relacionados à atividade do campo. A conclusão que tiramos é que estamos logrando o objetivo. A gente vem conhecendo a raça e estamos conseguindo que o Crioulo mostre sua potencialidade nessa zona", afirmou.
Segundo explicou, as características produtivas e culturais do Chaco representam uma oportunidade importante para continuar expandindo a raça.
"É um cavalo que para as condições do Chaco é muito adaptado, muito apto. É uma zona que gosta do cavalo; muita gente trabalha no campo e gosta do cavalo, então se fez uma sinergia muito linda", destacou.
A atividade fechou com o leilão de Crioulos, onde se ofereceram éguas, castrados e garanhões. Villamor destacou particularmente o comportamento comercial dos castrados, uma categoria cuja demanda reflete, segundo explicou, o crescimento do interesse pelos esportes equestres.
"Algo interessante é que o castrado é muito valorizado. Você percebe que o objetivo do comprador é o esporte. O castrado é muito apto para os esportes, principalmente para a resistência", indicou.
Os valores obtidos acompanharam o bom momento da proposta. De acordo com os dados fornecidos por Villamor, uma das referências comerciais se situou em torno de G. 12 milhões, enquanto as éguas mediaram mais de G. 17 milhões.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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