Debate no Senado sobre distribuição de espaços de representação institucional
Posição de Amarilla sobre representação
A senadora liberal Celeste Amarilla iniciou sua intervenção citando o pensador francês Alexis de Tocqueville e sua obra "A democracia na América". Recordou que o autor considerava a democracia "útil e necessária", mas advertia sobre o desafio de sustentá-la na prática e evitar cair no individualismo e no despotismo.
A partir dessa perspectiva, a legisladora questionou o manejo das maiorias no Senado e expressou que o oficialismo prega a democracia, mas não a aplica ao distribuir os espaços de representação institucional.
Amarilla sustenta que em democracia os espaços sim devem ser cedidos. Apontou que a bancada oficialista não consultou o PLRA para a designação de representantes ante o Jurado de Enjuiciamento de Magistrados (JEM) e o Conselho da Magistratura (CM). Além disso, manifestou que o oficialismo incorporou "liberais alugados" para aparentar pluralidade, em referência ao liberocartista Édgar López, reeleito como representante ante o CM.
A senadora anunciou a apresentação de candidaturas testemunhais com o propósito de deixar registrada a posição do PLRA e demonstrar aos filiados liberais que existem dirigentes que defendem a representação partidária dentro do Congresso.
Resposta de Chase
O senador cartista Natalicio Chase rejeitou as críticas e apontou que a Constituição Nacional e a legislação vigente não estabelecem que determinados cargos devam ser cedidos à oposição. Indicou que a conformação da terna para a Controladoria Geral da República (CGR) deve ajustar-se exclusivamente ao procedimento legal estabelecido.
Chase sustentou que a composição das bancadas reflete a vontade popular expressa nas eleições. Defendeu que as decisões do Senado respondam a essa representação democrática.
"Os espaços se conquistam, se defendem e se exercem, não se regalam ou senão vamos pôr a consideração do povo paraguaio os acordos que se podem levar adiante sem representação popular", assinalou o senador.
O legislador argumentou que a democracia representativa se expressa na correlação de forças surgida das eleições e considerou que qualquer acordo para distribuir cargos deve ser fruto de uma negociação política e não de uma imposição baseada unicamente na condição de minoria. Advertiu que ceder espaços por medo do conflito, desejo de harmonia ou cálculo a curto prazo "normalmente termina mal".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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