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Sociedade

Cuidar os animais de estimação no frio, um mandato de responsabilidade

20/07/2026 02:45 4 min lectura 24 visualizações
  • Jorge Zárate
  • jorge.zarate@nacionmedia.com
  • Fotos: Gentileza

Os especialistas lembram que o impacto das baixas temperaturas nos animais compartilha similaridades biológicas com o que tem nos seres humanos. Atuam como um fator estressante que pode debilitar o sistema imunológico.

"Não é apenas um problema dos cachorritos da rua, também nas casas, isto vemos quando fazemos nossas rondas, há animais de estimação que não têm uma cama, um pequeno teto, uma mínima proteção, então é um quadro geral diante do qual temos que atuar", diz Héctor Rubin, diretor de Defesa, Saúde e Bem-estar Animal.

"Estamos instando as municipalidades e governações do país a cumprir com a lei e criar sua unidade de bem-estar animal para ajudar nos controles", conta.

Héctor Rubin, diretor de Defesa, Saúde e Bem-estar Animal

No caso dos particulares, assinala que "não se trata apenas de uma posse responsável, os cidadãos têm que se implicar, porque muitas doenças se contagiam aos humanos através dos animais", lembra.

Assinala como zonas críticas na Grande Assunção aos "alagados e zonas menos favorecidas, e também há muita gente com costumes antigos, que têm animais presos 24 horas sob a chuva, sem comida, sem água".

Entende que o ensino desempenha um papel-chave na compreensão do bem-estar animal e que para isto se trabalha na "inclusão na currícula desta matéria" com o Ministério da Educação (MEC).

Sobre a possibilidade de sanções a quem tenha condutas inadequadas, informa sobre a vontade de colocar em marcha um Registro Nacional de Agressores de Animais e que se treinará agentes para habilitar uma primeira unidade de polícia especializada em atender casos de maus-tratos.

ATENTOS AO FRIO

O veterinário Diego Dacak aponta que "o primeiro que temos que ter em conta é que os animais de estimação sentem muito o frio, sobretudo aqui no Paraguai que estamos acostumados ao calor intenso. Ao baixar a temperatura, também geram um estresse fisiológico e diminuem muitas vezes as defesas, então há mais possibilidades de que se produzam problemas respiratórios".

Diego Dacak, veterinário

A mais comum das afecções nos cães é a tosse dos canis e em gatos "também podem se produzir problemas respiratórios, mas um pouco mais em consequência de alguma doença viral. Em cães, vamos falar de uma tosse como se fosse que quer expulsar algo. Também ocorre secreção nasal e o mesmo aconteceria com os gatos, por isto, um problema respiratório tratado a tempo evita que derive em uma pneumonia, por exemplo", assinala.

Lorena Jara, diretora do Programa de Zoonoses do Ministério de Saúde (MSPyBS), contribui que as populações em risco são "os filhotes, animais gerontes e aqueles com patologias crônicas ou desnutrição que sofrem de maneira mais severa o impacto térmico, podendo derivar em quadros graves como pneumonias", concorda.

Nos cães costumam se apresentar vírus (como a parainfluenza) e bactérias (como Bordetella bronchiseptica). Em felinos, o vírus da rinotraqueíte e o calicivírus apresentam uma maior incidência, segundo explicou a profissional.

Lorena Jara, diretora do Programa de Zoonoses do Ministério de Saúde

Requerendo que se preste atenção a estas situações, enfatiza no conceito de "Uma saúde", que se explica assinalando que "não existe saúde humana se não se cuida também a saúde dos animais e do meio ambiente".

Dacak assinala que o frio também aflige aos animaizinhos "com algum problema de artrite, artrode, que começam com dores articulares, de joelho, de quadril, entre outras", chamando a...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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